Pular para o conteúdo

Frase de Montesquieu

"O governo imoderado, corrupto, leva à anarquia e da anarquia chega-se ao despotismo. Em um governo imoderado, o que existe é uma divisão real: o lavrador, o militar, o negociante, o empresário, o magistrado e o nobre só estão juntos porque se oprimem uns aos outros sem resistência. Se aí se vê união, não são cidadãos que estão unidos, mas cadáveres enterrados perto uns dos outros". Montesquieu

Montesquieu

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Montesquieu

A maioria dos homens é mais capaz de grandes ações do que de boas ações. O dinheiro é valioso desde que saibamos desprezá-lo. Raramente começa a corrupção pelo povo.
Continuar lendo

A maioria dos homens é mais capaz de grandes ações do que de boas ações. O dinheiro é valioso desde que saibamos desprezá-lo. Raramente começa a corrupção pelo povo. Combater a religião é atentar contra a sociedade. O saber faz o homem ponderado e insinuante. A sociedade é a união dos homens, e não os próprios homens. A sociedade dá-nos a conhecer o ridículo; o retiro nos ensina a sentir os vícios. O que aos oradores falta em profundidade sobeja em extensão. Há duas espécies de homem: os que pensam e os que divertem. Deveríamos chorar os homens quando nascem e não quando morrem. É mais fácil passarmos aos filhos as nossas paixões que os nossos conhecimentos. O homem não é pobre por não ter nada de seu, mas por não trabalhar. As repúblicas encontram o seu fim com o luxo - as monarquias com a pobreza. A vida do cortesão é uma constante servidão. A maior ofensa que podemos fazer aos homens é ir de encontro aos seus costumes e cerimônias. A liberdade é o direito que temos de fazer tudo quanto as leis permitem. O pior governo é o que exerce a tirania em nome das leis e da justiça. Quando, num país, o infortúnio se generaliza, o egoísmo, por sua vez, se universaliza. Quando pretendemos mudar costumes e modos, guardemo-nos de o fazer pelas leis. Inúmeras são as leis que vigoram desde a antiguidade, não por serem justas, mas por serem leis. As leis são sempre úteis aos que possuem e prejudiciais aos que nada têm. O homem piedoso e o ateu falam constantemente em religião: aquele fala do que ama; este do que teme.

AS GRANDES FORTUNAS E A FALTA DE MODERAÇÃO EM ROMA "A expansão do Estado acarretou a expansão das fortunas dos particulares. Mas, como a ostentação decorre dos costumes, e não das riquezas propriamente, as riquezas dos Romanos, que sempre tinham algum limite, produziram um luxo…
Continuar lendo

AS GRANDES FORTUNAS E A FALTA DE MODERAÇÃO EM ROMA "A expansão do Estado acarretou a expansão das fortunas dos particulares. Mas, como a ostentação decorre dos costumes, e não das riquezas propriamente, as riquezas dos Romanos, que sempre tinham algum limite, produziram um luxo e um esbanjamento sem limite algum. Aqueles que de começo foram corrompidos por suas riquezas foram-no em seguida por sua própria pobreza. Com bens acima da condição de um particular, ficou difícil ser um bom cidadão; com as aspirações e s frustrações de uma grande fortuna arruinada, ficou-se disposto a qualquer coisa. Assim, como diz Salúbio, viu-se uma geração que não podia nem ter patrimônio nem sofrer que os outros tivessem". Da Grandeza dos Romanos e da sua Decadência - A Corrupção dos Romanos. Montesquieu

"Nação é o povo com a consciência, a convicção do destino comum. A comunhão de interesses, que se estabeleceu nela, gera a convicção do destino comum e engendra entre os co-nacionais uma SOLIDARIEDADE insubstituível, uma lealdade no servir inviável fora da Nação". O Espírito das…
Continuar lendo

"Nação é o povo com a consciência, a convicção do destino comum. A comunhão de interesses, que se estabeleceu nela, gera a convicção do destino comum e engendra entre os co-nacionais uma SOLIDARIEDADE insubstituível, uma lealdade no servir inviável fora da Nação". O Espírito das Leis - Montesquieu

"Como a Aristocracia Romana não se deu conta da necessidade de moderação, logo a corrupção e os desmandos e a anarquia tiveram lugar na República. A nobreza militar ignorava o povo, privando-o de qualquer participação no governo. Para evitar questionamentos ou resistências, distr…
Continuar lendo

"Como a Aristocracia Romana não se deu conta da necessidade de moderação, logo a corrupção e os desmandos e a anarquia tiveram lugar na República. A nobreza militar ignorava o povo, privando-o de qualquer participação no governo. Para evitar questionamentos ou resistências, distribuíam gratuitamente trigo e divertimentos do circo. O povo degenerou num populacho ocioso, pobre e corrupto. O Senado foi se enfraquecendo no Império. O Governo Despótico que fora se instalando era voraz, sempre faminto de recursos. A corrupção, o despotismo, a falta de moderação, a ociosidade do povo, a infiltração de estrangeiros para administrar as contas do Império e a infiltração de mercenários no Exército foram corroendo o Império. Tudo isto causou uma insegurança interna e externa. A insegurança interna foi causada pela violência militar para conter o povo e pela insegurança jurisdicional, mercê da intimidação ou corrupção dos Juízes, e mercê das intrigas e maquinações que empestavam a própria sociedade. Esta situação era tão forte que Constantino, mesmo quando imperador só do Ocidente, nunca jamais morou em Roma. Deve-se atentar que este Império não deve ser confundido com um regime monárquico. A insegurança externa ocorreu porque os romanos não foram hábeis em conter seus vizinhos do planalto asiático. Júlio César morreu precisamente quando preparava uma expedição contra um daqueles povos, os Partas. Contra estes, foram empregados em vão todos os recursos políticos, diplomáticos e militares que os imperadores dispunham" Da Grandeza dos Romanos e de sua Decadência - Montesquieu