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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

⁠Neste tempo de excessos e abundância, em que os mares digitais transbordam com mais saberes do que jamais imaginámos, há um paradoxo que se instala silenciosamente nas nossas almas. Há mais acesso à informação do que em qualquer outra época da nossa história, e no entanto, parece que caminhamos rumo a uma ignorância cada vez mais densa, como se a verdade se perdesse entre sombras e ecos distorcidos. É um mundo onde a sobrecarga de informações nos sufoca, onde o excesso de dados nos cega. Em vez de clareza, encontramos confusão; em vez de luz, encontramos névoas que obscurecem o discernimento. As pessoas, perdidas nesse mar revolto, buscam refúgio em fontes que confortam, que confirmam as crenças já formadas, recusando o desafio do contraditório. É o viés de confirmação que governa, um farol falso que guia os navegantes por rotas enganosas. A desinformação floresce nesse terreno caótico, as fake news propagam-se como sementes de dente-de-leão ao vento, alimentadas por medos e preconceitos. As redes sociais, com seus algoritmos insidiosos, tecem câmaras de eco onde cada voz apenas repete, incansavelmente, a mesma melodia, criando um concerto de ignorância e polarização. O tecido social fragmenta-se, os laços se desfazem. Cada um em seu nicho, em seu canto, reflete apenas a si mesmo, ignorando o outro. As instituições, outrora baluartes de confiança e credibilidade, são agora vistas com desconfiança. Cada notícia, cada palavra, é recebida com um olhar cético, como se o mundo estivesse repleto de sombras e fantasmas. Para navegar este oceano de dados, precisamos de uma bússola firme. A promoção da diversidade informacional, para que possamos ouvir múltiplas vozes e perspectivas; o fortalecimento das instituições, para que a confiança possa ser restaurada. Nesta era de abundância, a verdadeira sabedoria reside em saber escolher, em discernir, em cultivar um espírito crítico e aberto. No entanto, esta era de desinformação faz-nos regredir à Idade das Trevas, onde a ignorância se torna uma opção consciente. O “Grande Irmão” e o “Ministério da Verdade” de Orwell parecem cada vez mais reais, governando nossas percepções e crenças. A grande questão que se coloca é como podemos fazer surgir novamente um Renascimento e um Iluminismo, como reacender as chamas da razão e do conhecimento num mundo que se perde em sombras? Encontrar a resposta a esta pergunta é o desafio do nosso tempo, e nele reside a esperança de um futuro mais lúcido e iluminado.

Nelson Rodrigues da Costa

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Pensador.com

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...