Pular para o conteúdo

Frase de Wellington Benevides

O crepúsculo de dois amantes O sol abre-se, diz várias coisas, devaneia em seu próprio modo de viver. A lua deslumbra o que o sol tem para dizer e faz de tuas falas pontos de partidas para novos devaneios. Não se sabe ao certo, mas a lua se mostra ausente, está presente, mas está igualmente ausente. Ela se mostra desinteressada e, interessada ao mesmo tempo. Vive uma contradição do que se é estar interessada. O sol é esperto, conhece jogos e esses ele já jogou. A jogada da lua distante. Claro, as circunstâncias da vida, certamente há de distanciar o sol da lua, porém encontrar-se não é de total impossibilidade. A lua pode comunicar-se com o sol. Tem-se os meios, porém, propositalmente a lua se faz ausente e, demora atender os anseios do sol. O sol sabe que não pode cobrar atenção da lua, afinal, a cobrança é a prova do gostar e o gostar pode acabar por distanciar ainda mais a lua. Parece que a lua corre do sol. A lua só se faz presente quando ninguém mais está presente, quando todos cansaram e estão fartos de tudo e de todos. O sol sabe que o que ele tem com a lua é mero afeto, então cobrar da lua atenção é mais uma contradição em meio aos astros. Apesar de seu fogo, de seu calor, o sol torna-se frio. O sol é amável, porém por circunstancias do destino o sol aprendeu a resfriar-se. O sol sabe que terminara por magoar a lua como uma espécie de vingança à sua ausência. O sol já fez isso e, por puro egoísmo, faz sem culpa. A lua não sabe explicar sua ausência e o sol tende a duvidar do interesse da lua. O sol sabe que por fim, restará a frieza e a lembrança de um dia ter beijado a lua. Dos raros encontros como eclipses rápidos e intensos. Talvez a culpa seja do sol que exige atenção de quem nunca lhe prometeu lembrar-te. Mas também, talvez a lua seja culpada. Com todos os seus risos, seus medos, seus anseios, ignora o fato de ter quem a deseje e se perde, diante do que é grande demais.

Wellington Benevides

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Wellington Benevides

Solidão companheira Não é que eu esteja desiludido com o amor Nem traumatizado
Continuar lendo

Solidão companheira Não é que eu esteja desiludido com o amor Nem traumatizado Não estou preso a nada Só estou experimentando o doce momento da solidão Solidão faz bem às vezes Estou bem sem um amor Tirei tempo para me dedicar a coisas que nunca me dedicará Montei uma horta Arrumei um emprego Finalmente terminei minha série Vi o sol se por e, o vi nascer Penteei os cabelos de minha mãe como costumava fazer na infância Estou planejando uma viagem Tornei a cortar meu cabelo sozinho Fiz outra tatuagem Fiz dívidas das quais não estou arrependido Mudei meu quarto Mudei de computador Mudei os hábitos E estou mudando até mesmo de humor Estou nessa fase de redescoberta Descobri que não odeio tomate tanto assim Descobri que calar-se às vezes é bem melhor Estou tomando cuidado para não me perder em mim mesmo Tenho tentado não pensar que tudo dará errado Tenho tentado ressaltar que a vida vem dando certo sim Não. Obrigado, hoje eu não quero sair Hoje não quero ir à aula Não quero tornar a ver pessoas tão vazias como aquelas Hoje eu só quero sentir a boa sensação que venho sentindo Ter-se Ter si mesmo Tomar posse do que já lhe pertence Minha vida é minha Eu sou meu e, por ora, muito bem sendo só meu Não. Hoje não estou disposto para dividir o meu eu com você.

Visita Inesperada Sei que se eu pudesse escrever tudo o que eu sinto certamente me perderia em meio às palavras e em meio a mim. Pois não me compreendo, de modo que sinto tudo e todos. Experimentaria escrever um pouco sobre o que eu tenho sentido por esse jovem de cabelos encara…
Continuar lendo

Visita Inesperada Sei que se eu pudesse escrever tudo o que eu sinto certamente me perderia em meio às palavras e em meio a mim. Pois não me compreendo, de modo que sinto tudo e todos. Experimentaria escrever um pouco sobre o que eu tenho sentido por esse jovem de cabelos encaracolados e pele levemente avermelhada, que muito me atrai. Também ousaria escrever sobre o sexo, sobre o gozo e sobre amor. AH... o amor... Esse sentimento que me é tão sagrado, antes mesmo de amá-lo. Essa coisa que ninguém compreende, que faz alguns o projetarem em forma de ódio, outros o mascaram e o suavizam, de modo que parecem dizer: - amar é perigoso. E é mesmo, o amor é um perigo que tortura a alma, que muitas vezes tira o sono ou o interrompe naquela noite mais fresca, em que o sono se fazia leve. São 7h da manhã e veja bem... meu sono foi interrompido por ninguém mais, ninguém menos que o amor. Veio agora, de mansinho e bateu na minha porta. – Oi estou aqui. Amor é coisa que vive e, se vive, se morre, e para o amor não morrer, se deve inundar suas raízes de um fluido que o faça sereno, que mantenha suas estruturas. Que trabalho difícil alimentar as raízes. Essa fragilidade insana, que sempre foi um mistério para mim. Acho inclusive que nunca irei compreender o amor, assim como não compreenderei jamais diversas coisas que sinto, que parecem acontecer apenas dentro desse casulo misterioso que chamo de “eu”. Amar não me causa espanto, mas me indaga, em um dia você está vazio, pensando em tudo e em nada, noutro acorda 7h da manhã porque o amor bateu a porta. Quem deixou? Eu deixei? O amor é coisa que precisa ser autorizado? Essas são perguntas que não saberei responder e, que talvez nenhuma área do conhecimento humano saiba. Porque o amor é coisa que não se calcula, que não se pega nas mãos e todas as vezes que tentei pegá-lo, falhei. Por isso, tomo o maior cuidado de não tentar pegá-lo agora, vejo o amor como aquele canário amarelo, que um dia foge da gaiola e que ninguém o captura novamente. Tomo o maior cuidado de não o capturar, temo que ele fuja pelos espaços entre meus dedos. Às vezes, só às vezes, o amor não foge, nem morre, nem o matam. Ele simplesmente se vai e, voa como o canário amarelo em tela. A pior perda de amor certamente é essa, mas também é a ferida que mais rápido se cura, pelo menos para maioria das pessoas, porque não há culpados, certamente há erros, mas não culpados. Conhecendo o pouco que conheço de mim, essa me seria a pior forma de aniquilar o amor, talvez porque eu sou muito teimoso e precise que as coisas terminem ferindo meu ego, para que eu me defenda de algo que nem eu compreendo, ou também porque muito idealizo e idealizar demais é sofrer um pouco mais. Não sei, quando o assunto é amor, pouco sei. O amor é uma confusão tão prazerosa, só consigo pensar se em algum lugar do mundo, outro alguém sente o que eu sinto, porque me parece algo tão singular. O amor não é direcionado, agora é, mas o amor é um sentimento que sempre se fez presente em mim. Gosto de amar e sinto que o amor será o único sentimento que nos salvará nos dias sombrios. Não me dou o luxo de não amar, de não ser intenso, de não expor. Exponho, amo, intensifico. Permito-me ceder, porque a vida é rara, porque sentir amor nesse vale de lagrimas é um desafio que quero enfrentar e, mais que enfrentar, quero vencer.

Calor de paixões Do calor do meu quarto Imagino o calor dos seus braços Que me envolviam
Continuar lendo

Calor de paixões Do calor do meu quarto Imagino o calor dos seus braços Que me envolviam Que mentiram Que me prometeram cuidado Do calor do meu quarto Sinto toda carícia daquela noite Em que você me atirou em seu fogo e queimou-me em desejo Devorando-me as vísceras Do calor do meu quarto Nasce um espirito que o deseja secretamente Impossivelmente Porque sabe, que é impossível amar o inexistente Do calor do meu quarto Nasceu a ideia De talvez, por um único dia Ó meu Deus, um mísero dia Ser seu Saborear-te o mel E provar do fel Que escorre, por entre as pernas

Cuidado, senhor Oi senhor Entre
Continuar lendo

Cuidado, senhor Oi senhor Entre Mas olhe Cuidado Lhe aviso com antecedência Que aqui, chora-se E aqui a vida não é fácil como nas séries Aqui os rapazes não nos beijam com ternura Não há amores correspondidos Não há afago Não há sequer, sorrisos Senhor, cuidado Cuidado porque as palavras são duras demais aqui Cuidado porque sorrisos não são correspondidos Cuidado porque aqui, quem deveria te amar, na verdade lhe odeia Cuidado com os amigos Aqui, existem poucos amigos Cuidado para não duvidar de minha palavra e devanear achando que é tudo ilusão minha Cuidado porque não há saída Então, é por saber que não há saída Que peço, com todo amor que me resta, para tomar cuidado Senhor, é por amor, que peço à você Não conte à ninguém, o que lhe contei aqui Porque não quero magoar jovens corações cheios de esperança