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Frase de Augusto Matos

Harmonia da unidade na diversidade Observemos a magnitude e a diversidade da Criação. Meditemos por um tempo, eis que as elucubrações e inspirações vão se sobressaindo diante do encantamento e da desconcertante reflexão contemplativa. Particularmente, abstraio um princípio recorrente na Criação, tanto no âmbito da matéria, como no campo metafísico. A estruturação celestial, sob a ótica da transcendência, é constituída por uma multiplicidade unificadora do Criador, manifesta pela Trindade, expressiva por excelência, Centro e Razão da magnífica ordem do universo, capilarizando-se na hierarquia celeste que inclui os santos e os anjos em suas categorias. Focando o campo astronômico, vejamos a existência evidente da multiplicidade, em profusão tal, que causa perplexidade na comunidade científica... São planetas, estrelas, cometas, asteroides, buracos negros, a enigmática matéria escura etc., tudo isso bailando no cosmo, num espetacular entrelaçar de leis da física, princípios inicialmente científicos, mas que ensejam a transcendência. Utilizando a metáfora do planeta Terra, pondero sobre a abundância da diversidade da Criação, constelação de criaturas tão próximas de nós humanos, mosaicos determinados e ligados pelo mesmo "cimento" unificador, muito embora nosso "mundo" lamentavelmente quebre a "lei" da harmonia da unidade na diversidade, mais especificamente, no tocante à interferência maléfica humana, por sua faceta decaída e tudo o que advém dela. Nosso planeta é constituído por uma ampla diversidade de elementos químicos, os quais combinam-se infinitamente transformando a matéria e dando suporte à vida. A lei biológica do equilíbrio da Natureza é a prova retumbante da harmonia da dinâmica entre a biodiversidade e os biomas nos quais estão contidas, revelando uma infindável teia de relações entre os seres viventes, a biodinâmica. Contemplemos a diversidade das árvores, tão sublimes existências do reino vegetal, atentemos para a variedade de suas famílias botânicas, caracteres como tipos de flores, folhas, frutos, sementes, caules, porte, colorações... Há o magnífico exemplo do natural equilíbrio entre as espécies animais em sua extraordinária biodiversidade... Milhões de criaturas multifacetando o reino animal, cujo representante da redenção desse atributo é o ser humano, capaz de elevar-se ao plano espiritual por ser dotado de uma parcela do Criador e ter a potencialidade de exercer e conservar essa vivência divinal, por isso ser denominado como "à imagem e semelhança de Deus". Curiosamente e propositalmente, nós humanos simbolizamos o objetivo do Pai Criador, justamente por personificarmos a multiplicidade e a diversidade, seguindo o desígnio bíblico: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a Terra". Com efeito, praticando a constante da "equação" da Criação. Somos dotados de personalidades ímpares, diversas, etnias variadas, povos distribuídos pela face da Terra evidenciando multiplicidade e diversidades de regionalismos, idiomas, linguagens, culturas etc. No campo da individualidade humana, notemos o corpo de uma pessoa, são inúmeros órgãos trabalhando em conjunto em prol da harmonia, bom funcionamento e sobrevivência do organismo que, por si só é ícone de unidade na diversidade. Cada célula do corpo é composta de um rol de elementos, uma reprodução em escala reduzidíssima da lógica do organismo humano. O DNA alocado no núcleo celular é diversidade por excelência, capaz de condensar microscopicamente imensa quantidade de informações genéticas de um indivíduo, muito mais complexas e personalizadas do que uma impressão digital... Tal DNA tem sua diversidade manifesta pelas combinações moleculares que geram desdobramentos ao longo de toda a vida útil do organismo, e cada molécula também tem sua diversidade de átomos, e os átomos por sua vez estão incluídos significativamente no princípio da diversidade: prótons, elétrons e nêutrons variando permanentemente. Conclusão, seja no microcosmo, seja no macrocosmo, sob a perspectiva da matéria ou da metafísica, constato a existência eterna, constante e dinâmica de uma diversidade convergindo para a Unidade, pois a natureza desse princípio é a Harmonia, regida e resguardada por Deus Criador, mas que no gênero humano, fica exposta à corruptibilidades e fragilidades inerentes à essa vivência, mas cuja volta à concepção original e perfeita, só foi possível por meio do Deus-Filho - Jesus - o Verbo Criador feito carne, o Centro da história e alicerce unificador do universo, algo tão acima da capacidade de compreensão humana, que conseguimos vislumbrar frações da Plenitude do Infinito, uma forma de interagirmos com o Elo emblemático da unidade na diversidade da Criação. Ao Homem foi concedida a capacidade criadora, o ato de criar implica conceber, trazer à existência novas coisas, ou seja, diversidade. Estamos invariavelmente envolvidos nessa questão, de uma forma ou de outra.

Augusto Matos

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Pensador.com

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Alea jacta est Fui perguntado sobre os riscos de se praticar ciclismo no trânsito de uma metrópole ou de alguma outra grande cidade. Calei-me. Pensei e respondi: — É muita gente normal dando vida a um trânsito anormal, o qual tantas vezes causa neuroses e tira vidas. Mas, que saída se tem? Se mudar para Amsterdã ou Copenhagen? Tais cidades, em certos contextos, têm mais bicicletas do que carros no trânsito... É possível ser cidadão do mundo, identificar-se com o que de bom há em cada hemisfério, continente, país, região. Mais ainda, pela fé cristã, temos cidadania celeste, não havemos de nos conformar com este mundo, mas lutarmos para não nos degradarmos nele. Nem que isso custe abstinências e/ou isolamentos. Nesse ideal, também somos reputados como ovelhas para o abatedouro, numa causa aparentemente perdida. Microdigressão: de onde foram extraídos, por exemplo, os personagens Capitão Nemo, de Julio Verne; Robinson Crusoé, de Daniel Defoe; Dom Quixote, de Cervantes; Príncipe Míchkin, de Dostoiévski? É preciso respirar fundo e tocar em frente, especialmente de bicicleta... Mas, respirar fundo, no sentido literal, implica interiorizar nos pulmões o ar impregnado de partículas poluidoras do ar, lançadas por carros, motos e ônibus, estes últimos ícones do transporte de massa, tido como solução plausível aos caóticos congestionamentos. Assim como existem fumantes passivos, há os inalantes passivos da poluição, sejam eles ciclistas, pedestres ou os próprios motoristas, estes últimos acabam dando "tiro nos pés"... A tecnologia da eletricidade para motores de carros, ônibus, trens, motos e bicicletas existe, já está bem desenvolvida, acompanhada da tecnologia do hidrogênio veicular. Até existem carros movidos a ar! Então, como podem ser lançadas diariamente na atmosfera toneladas de poluentes via escapamentos? Quero pedalar e respirar algo melhor! E depois, expirar, inspirar e transpirar mais saúde... Ou será que, para contrabalancear, terei que cuidar ainda mais da alimentação já repleta de antioxidantes e depurativos? Chega-se num ponto em que não basta alimentar-se de forma saudável, praticar uma sadia atividade física e dar uma parcela de contribuição ao desafogamento do trânsito. A lei do consumismo e do mercado, além de manter combustíveis fósseis sendo queimados, acresce mais veículos no trânsito a cada dia, as ruas e avenidas não se expandem na mesma proporção, ao passo que a lei da Física diz que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Portanto, conflito gerado, polêmicas disputas de interesses e opiniões, enquanto o futuro (já apocalíptico) do planeta está em jogo. Epílogo: pensamento latino, Alea jacta est (a sorte está lançada).

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Para a musa Luiza L indamente meus dias são preenchidos quando penso em você U nindo a beleza do meu sentimento e entrelaçando emoções I mpar sensação interior que me causa tanto contentamento Z ênite entre meus sonhos e a tua face mais encantadora A mando, eu, sutilmente e pacientemente, aguardo os acasos...

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Sementes Sementes singelas semeadas; Sutileza e continuidade; Germinada nova verdade; Brotos vitimados por geadas. Sobrevivência vil ameaçada; Galhos teimosos podados; Seiva e tronco judiados; Sentenciada atrofia forçada. Milagres: pródiga natureza! Cuidados à persistente planta; Reduzidas aridez e aspereza. Folhas e flores admiráveis: Pólen, frutos, sementes. Solo e raízes formidáveis.

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Linguagens A natureza tem um alfabeto e um idioma peculiares para nos expressar sua sabedoria, cuja procedência é celestial na origem, além disso, as linguagens possíveis de serem extraídas na interação com ela são vastas. Mas existem outras linguagens e formas de expressão, por exemplo, os inúmeros idiomas pátrios e seus diversos alfabetos, numerais, codificações... há as linguagens de programação na informática, linguagens pictóricas, linguagens icônicas, linguagens corporais e dos sinais, as preces religiosas e orações, os mantras, as partituras musicais etc. Há o idioma dos sentidos e há o idioma transcendental. É bem comum e sensato chegarmos à conclusão de que somos sempre analfabetos em alguma coisa, portanto, prudente é não se contentar somente com a alfabetização secular, acadêmica, mas acrescentar novas formas de interagir com tudo aquilo que nossa percepção consegue captar, assim como agregar novas ferramentas de captação do que está em nós, um microcosmo, bem como do que perpetuamente estará ao nosso redor, o macrocosmo. Entretanto, resumo tudo no mais importante, o idioma universal, a linguagem sublime e eterna, simples e suprema, capaz de abarcar todos os demais idiomas e formas de expressão supracitadas, e o tal... é o Amor!