Frase de Raniere Gonçalves
Hoje foi o Bargadinho, um bom bezerro de cabeceira. O encontrei lá, deitado à beira do malheiro, inturgescido, rodeado dos casacas pretas. Dona cascavel cuidou de lhe dar o derradeiro beijo. Jeito que teve foi arrastá-lo para o canto dos finados. Um cortejo fúnebre me seguiu, num farfalhar aéreo, flap, flap, flap. Pelo carreadouro, um passante que vinha me confirmou o dito dos antigos: 'só perde quem tem', meu amigo!. Me lembrei doutra feita, na mesma vira... O Bargadinho se foi e o meu coração é que ficou embargado. Coisas da lida, da morte e dos percalços lá nas bandas da Vertentinha.
No pensador.ai desde