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Frase de Raniere Gonçalves

Hoje foi o Bargadinho, um bom bezerro de cabeceira. O encontrei lá, deitado à beira do malheiro, inturgescido, rodeado dos casacas pretas. Dona cascavel cuidou de lhe dar o derradeiro beijo. Jeito que teve foi arrastá-lo para o canto dos finados. Um cortejo fúnebre me seguiu, num farfalhar aéreo, flap, flap, flap. Pelo carreadouro, um passante que vinha me confirmou o dito dos antigos: 'só perde quem tem', meu amigo!. Me lembrei doutra feita, na mesma vira... O Bargadinho se foi e o meu coração é que ficou embargado. Coisas da lida, da morte e dos percalços lá nas bandas da Vertentinha.

Raniere Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Atroaram roucos estampidos no distante. Zilhões de gotículas vieram, chuveriscando a pastaria. Desenhou-se um riso álacre nos meus lábios: Perdigotos de deus colorindo de verde esses meus olhos abaçanados.

Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça.
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Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça. Coloquei a garrafa de volta no berço para que fique adormecida até a chegada dalguma princesa pálida. Ou mesmo de amigos valorosos. Agora vou começar a sesta porque depois ainda terei muito que urdir lá pelos meus domínios na barra do Piancó.