Frase de V. Rikelmy
Beleza em Profundo Desespero Quão alva a sutileza da mentira que tivera surge a noitinha; semblante oculto pela luz nacarada do luar. Angústia pustulenta. Alma em pranto eterno que derrama oceano em demasiado sofrimento. Dona Angústia - que me governa - é minha sina; me domina, me cobre, me veste, me usa. Ao som da lástima - que ressona num infinito gemido de dor, tristeza e solidão - questiona meus instintos. Meus mais profundos desejos soterrados sob arbustos de espinhentas palavras que proferiu. Nobre rosa branca que em labirinto de plantas venenosas se protege; quão latente é teu desejo? A serpente; profano monstro que salvaguarda o labirinto, tem em veneno corrosivo gotas das lágrimas que um dia derramei. Veneno pestilento, que jorra, que vaza das artérias e corrompe a beleza da alma em jatos de desespero que pintam, mancham e sujam a branca rosa.
No pensador.ai desde