Frase de Ricardo Melo .
Oração de um cadaver desconhecido Morri! Agora sou um objeto inútil. Apenas, morri. Meu corpo foi atacado. Meu espírito ja não está mais em mim. Foi devolvido para o criador. Minha alma está vagando pelo espaço e algum legista chegará em breve para me abrir. Usarão a ciência e muitas teorias para desvendar minha morte e minha descendência, Mas, será tudo em vão... Vivo, ninguém quis saber quem eu era, quem dirá morto, sem vida, sem fala, sem alma, sem pensamentos e sem passos... Talvez, através do meu cadáver descubram algumas novidades para futuras descobertas na medicina... Como sou um indigente, posso ser útil nas mãos de algum estudante.... Fora isso, a minha espera está uma embalagem negra e sombria. Dentro dela estarei gelado, sem respiração e sem movimentos e para debaixo da terra eu vou.... Embalado, ja não serei mais lembrado. Enterrado, minha moradia será uma cratera, e ao passar do tempo irei apodrecer. Quando em vida, a fé não cheguei a conhecer.. Se vivi, não sabia que estava vivo, vegetei e tudo perdi.... Hora insana, não me lembro como tudo aconteceu... Não me lembro como nasci e morri, nem de onde eu vim e nem como vim parar, aqui..... ( Inspirado na oração do cadáver Escrita por. Carl Rokitansky, ) Autor: Ricardo Melo O Poeta que Voa Oração do Cadáver original 👇👇👇👇👇👇👇 “Ao curvar-te com a lâmina rija de teu bisturi sobre o cadáver desconhecido, lembra-te que este corpo nasceu do amor de duas almas; cresceu embalado pela fé e esperança daquela que em seu seio o agasalhou, sorriu e sonhou os mesmos sonhos das crianças e dos jovens; por certo amou e foi amado e sentiu saudades dos outros que partiram, acalentou um amanhã feliz e agora jaz na fria lousa, sem que por ele tivesse derramado uma lágrima sequer, sem que tivesse uma só prece. Seu nome só Deus o sabe; mas o destino inexorável deu-lhe o poder e a grandeza de servir a humanidade que por ele passou indiferente. Tu que tivestes o teu corpo perturbado em seu repouso profundo pelas nossas mãos ávidas de saber, o nosso respeito e agradecimento “. A oração ao cadáver desconhecido foi escrita por Carl Rokitansky, um médico patologista que nasceu na Áustria, em 1804, e supervisionou cerca de 70.000 necropsias, executando 30.000 delas no Instituto de Patologia, em Viena. É uma forma de homenagear aqueles que cederam seus corpos para o aprendizado de estudantes da área da saúde.
No pensador.ai desde