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Frase de Olavo de Carvalho

REALIDADE é aquilo que existe fora e independentemente de nós e que minuto a minuto nos impõe algo que não desejaríamos saber, algo que preferiríamos que não existisse. A filosofia busca a unidade do conhecimento na unidade da consciência e vice-versa, mas se aproxima dessa meta como numa assíntota, sem poder alcançá-la jamais, porque a noção mesma de 'conhecimento' pressupõe a de 'realidade', isto é, a de algo que continuamente transcende as suas fronteiras e as dissolve, alargando-as mas também desorganizando o que está dentro delas. Ninguém apreende a dimensão de REALIDADE sem abrir-se vezes sem conta a um mar de contradições e perplexidades. A facilidade, a desenvoltura pueril e auto-satisfeita com que no Brasil se fabricam opiniões sem a menor atenção àquilo que as contradiz – mesmo quando a contradição está gritando do alto dos telhados –, mostra que a dimensão de realidade foi perdida na nossa cultura há tempos. Sobrou só a dimensão do desejo e da frustração. Quando um 'formador de opinião' brasileiro nos diz que as coisas são assim ou assado ele não quer dizer que elas o são realmente, apenas que sua personalidade é mais bonita que a nossa, que ele é o gostosão e a encarnação do bem. Inversa e complementarmente, se você busca a realidade com todas as suas forças e tenta expressá-la, dificilmente conseguirá fazer alguém abrir os olhos para ela. Em geral a platéia entenderá apenas que você obteve sucesso em impor a sua personalidade.

Olavo de Carvalho

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre.
O sentimento segue aquilo que amamos. Se amamos o que é verdadeiro, bom e belo, ele nos conduzirá para lá. O problema, portanto, não é sentir, mas amar as coisas certas. Do mesmo modo, o pensamento não é guia de si próprio, mas se deixa levar pelos amores que temos. Sentir ou con…
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O sentimento segue aquilo que amamos. Se amamos o que é verdadeiro, bom e belo, ele nos conduzirá para lá. O problema, portanto, não é sentir, mas amar as coisas certas. Do mesmo modo, o pensamento não é guia de si próprio, mas se deixa levar pelos amores que temos. Sentir ou conhecer, nenhum dos dois é um guia confiável. Antes de poder seguir qualquer um dos dois, é preciso aprender a escolher os objetos de amor – e o critério dessa escolha é: Quais são as coisas que, se dependessem de mim, deveriam durar para sempre? Há coisas que são boas por alguns instantes, outras por algum tempo. Só algumas são para sempre.