Frase de Arcise Câmara
Viagem ao seu interior Era como tentar não pegar no sono, mesmo estando com sono incontrolável, tinha choro compulsivo, uma parte de mim combatia a deliciosa entrega do autoconhecimento, outra parte de mim derramava lágrimas da descoberta da dor na alma. A vida é um retrato perfeito do nosso estado de espírito parida no próprio tempo. As histórias de família que tenho para contar tem uma ligação física e hoje entendo o porquê do caminhar sozinha é uma ótima maneira de entrar em contato com a gente mesma. A desordem gera relacionamentos doentios e é preciso estar preparada para tudo que vem. Nas minhas experiências amorosas, pude perceber que sempre achava que era o último cara legal que restou no mundo e nisso aceitava abusos. Muitas experiências jamais cheguei a ter, mas aprendia bastante com tudo que via ao meu redor. Comecei a desvendar os significados dos olhares e é impressionante como as pessoas te olham de cima a baixo sem disfarçar. Desabafei minha própria vulnerabilidade pelas redes sociais, a gente é o que é e o que transparece ser. Eu me sentia bonita e notada até ter minha autoestima minada por julgamentos. É difícil me separar de tudo que alimenta a minha mente. Enfim, voltando a história, providenciei uma lista longa e detalhada de todos os motivos pelos quais eu precisava me conhecer e me fortalecer. Busquei a dúvida, o questionamento sobre Deus, a sabedoria, não entendia as surpresas da vida. Nada se pode pedir para quem conhece nossa necessidade antes de nós mesmos e foi assim que fortaleci minha fé. Eu não sabia me relacionar comigo mesma, não me amava, não comia nem menos, nem de vagar, meu lado físico e astral estavam em decadência, estava vivendo acima das minhas possibilidades, queria ser o que não me pertencia. É um instinto de sobrevivência, uma maneira de ser aceita. Sempre fui ativa e facilmente impaciente, por poucos segundos, senti pena das pessoas que minaram meu coração e minha boa vontade. Comecei a confundir raiva e agressividade por paixão e amor, um desejo de salvar quem me maltratava. A palavra cravada no meu coração se chamava sacrifício, gostava mais dos outros que de mim, gostava mais do inútil que do útil. Nada com o que eu pudesse lidar sem me machucar. Vinte anos do mesmo amigo e mesmo assunto, eu não tinha evoluído e isso me fez sofrer. Gostaria de fazer uma viagem sem escala, rumo ao domínio pleno da mente e do espírito.
No pensador.ai desde