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Frase de Alice Andrade

Acordei sem vontade de sorrir. Aparentemente seria mais um dia normal. O calor da “entrada em forma” o corpo cansado de mais um dia de aula seguido do engarrafamento no fim da tarde. Nada iria chamar a minha atenção, a não ser os sorrisos e olhares do meu amor. Depois de desejar uma boa tarde e ouvir um “Deus lhe acompanhe” peguei o ônibus, sentei na cadeira que sento-me todos os dias, estava tudo igual. O cheiro do ônibus, o calor da farda, a oração pedindo paciência. Até agora não havia percebido, mas logo notei um casal de senhores na minha frente. Estavam sentados, para qualquer outra pessoa dentro daquele ônibus, poderia parecer uma imagem normal, mas eu sei que tinha algo de diferente. Os senhores se olhavam. Ele parecia ser mais velho, estava muito bem vestido, cabelo alvo, roupa social e um chapéu antigo. Ela um pouco mais moderna, seu cabelo era alvo e curto, estava de vestido e bengala. As dunas chamava a atenção deles, havia sempre um comentário. Para mim as dunas são apenas um monte de areia, mas para eles parecia ser muito mais que isso. Um sorria para o outro mostrando grande afeto e dava pra perceber claramente que eles se amavam. Os olhares brilhavam enquanto se encontravam, estavam parecendo jovens namorados, aquele tipo que encontra magia em tudo. Passou a parecer com meus sonhos, só que agora sonhos realmente vividos, mas não por mim. Ouvi eles falarem da cor diferente de um cavalo que haviam visto pela janela; depois comentavam sobre os homens que vendiam vassouras e achavam interessante os modelos diferenciados que estavam á venda. Entre uma palavra e outra eu percebia que eles gargalhavam, mas não chamavam atenção de nenhum outro passageiro. O que eu estava vendo era realmente lindo e cheguei a uma grande e importante conclusão, que quando existe amor, afeto e carinho, tudo passa a ser eterno e único, mesmo que essa eternidade esteja em dois senhores, que eu nunca vi na vida, mas que em minutos me mostraram que um amor pode passar de eterno para um “sempre”.

Alice Andrade

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Alice Andrade

E quem disse que sinto medo? Não, meu bem. Se você voltar, eu me entrego novamente. Nova-mente. Entrego-me de mente, corpo e alma nova para você. Entrego-me mesmo sabendo que você pisará, cuspirá e maltratará como foi da primeira vez. Mas não tenho medo, não tenho. Estou preparad…
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E quem disse que sinto medo? Não, meu bem. Se você voltar, eu me entrego novamente. Nova-mente. Entrego-me de mente, corpo e alma nova para você. Entrego-me mesmo sabendo que você pisará, cuspirá e maltratará como foi da primeira vez. Mas não tenho medo, não tenho. Estou preparada... Nova, mente. Digo e repito transtornando esse texto e deixando tedioso de lê-lo. Mas quem liga? Você liga? Ah é, você não tem meu número novo e eu nem me importei de mandar uma mensagem alertando-te. Mas iria ligar? Não, nunca me achou tão emocionante e nem tão poeta como dizem que sou. Eu sempre aparentei normalidade aos seus olhos, eu sempre... Ah, tenho que interromper, mas sabe? Eu pensei em você. Sim, eu sempre... Penso. Foi em um dos momentos meus, de normalidade, em que reparei que por três dias seguidos a lua apareceu dividindo o céu azul claro com o sol. E, meu bem, acho que eles estão apaixonados. É estranho, não? Passaram por cima da idéia que eu tinha sobre o egoísmo dos mesmos. Eles me mostraram que em um momento o amor se rende e que a forma de demonstrá-lo é dividindo um só espaço. Dois viram um. E você, amor, você é a minha lua e nem sabe que estou aqui há tempos reservando o teu espaço dentro de mim. E quem é que tem medo? Eu? Não, eu não tenho medo. Estou nova. Estou mente. Estou novamente esperando por essa coragem que você sempre disse ter. Envergonho-me de ti.

Apenas um pouco de mim não te afeta. O meu desejo não te influencia. A minha vida, o meu egoísmo e a minha falta de bom senso não te implora por compaixão. Sou apenas eu, quer queira assim, quer não. E se me negar três vezes não será visto como Pedro, nem como Judas, nem como Jes…
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Apenas um pouco de mim não te afeta. O meu desejo não te influencia. A minha vida, o meu egoísmo e a minha falta de bom senso não te implora por compaixão. Sou apenas eu, quer queira assim, quer não. E se me negar três vezes não será visto como Pedro, nem como Judas, nem como Jesus. Se virar-me as costas não será hipócrita. Se apedrejar-me será perdoado. Sou a viúva dos sonhos, sou o abrigo dos refugiados, sou o pão dos maus alimentados. Quem sofre por amor procura por uma mão… Sou os seis braços, o medo do escuro e da solidão. Não tenho pena. Sou ríspida. Sofrida. Até um pouco querida. Te espero, te venero. O meu veneno não te atinge. És imortal. E a minha obsessão? Faltou tempo, virou segredo, perdeu o medo. E tudo virou neblina, escondendo a lua e me fazendo sublime. Arrancar a palavra amor da minha boca é fácil, mas é mais fácil ainda arrancar as lágrimas pela dor de não te ter. Meu bem, não me encare, o teu olhar me condena.

O mais incrível é que mesmo ao abrir os olhos a cada manhã esperando por um “nada demais”, me surpreendo com a falta de bom senso das pessoas que me rodeiam, que me judiam, e que me engrandece a cada infeliz e indesejada fala. Apostam e testam a paciência que eu não tenho. É, iss…
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O mais incrível é que mesmo ao abrir os olhos a cada manhã esperando por um “nada demais”, me surpreendo com a falta de bom senso das pessoas que me rodeiam, que me judiam, e que me engrandece a cada infeliz e indesejada fala. Apostam e testam a paciência que eu não tenho. É, isso mesmo, sinto-lhe em informar, mas eu e essa tal de paciência nunca nos demos bem. Não existe nada que me faça desejá-la ou admirá-la. É ela lá e eu cá. E que sortuda essa paciência, não?! Do lado de cá não tem muita coisa que preste. Mas, meu amigo, é ruim ser assim, sem controle, cheia de vazios e preenchida de saudade. Oh, paciência, de vez e sempre você faz falta.