Frase de Ricardo Melo .
Nos braços da poesia. Nos braços dessa poesia, Nela eu me consolo, Aliás, Vou tentando me consolar, De peito estourado e ao pó, As passagens pela vida foram muitas, Alguns passos admirados, Outros rejeitados, Fiz muitas coisas certas onde as pessoas achavam erradas, Fiz muitas coisas erradas e acharam que eram certas, Encarando minha própria face, O que eu não posso é deixar de agradecer pelo aprendizado, Tantas ações, Tantas curvas nebulosas, Nas ideias que vinham na mente, Ia agindo conforme a força do vento, Carregado de inspiração, Ainda vou aqui desligando-me do presente, E me ligando no futuro incerto, Sei que ele ainda nem chegou, Mas as lembranças do passado fazem-me ser o que hoje sou, Essas, Jamais não se apagarão, Suportei espinhos letais, Suportei flechas venenosas, Ah! como suportei. Na época eu achava que era imuni a certos tipos de surpresas, Passou o tempo, Algo inflamou minh'alma, Tentei ensinar e não quiseram aprender, Tentei me reeducar e desprezei á mim mesmo, Falei o que não devia, Ouvi tudo o que eu não merecia, Após décadas, Percebi que quando eu tinha razão falavam que eu não tinha, Quando não tinha falavam que eu estava totalmente certo, Certas tempestades nos mostram o quão é estranho nossa mente, Podemos então deixar a soberba e o orgulho de lado, Mas as pegadas ficaram, Veio a chuva e do solo apagou, Mas do coração e da memória, Impossível é esquecer, Devemos sim perdoar e procurar entender, E nos reeducar, Não podemos consertar as pessoas, Mas devemos ser melhores pessoas, Ainda com a alma em tratamento estou tentando abrir meus olhos, Só assim eu conseguirei, Achar o meu absoluto consolo.... Autor :Ricardo Melo. O Poeta que Voa.
No pensador.ai desde