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Frase de MikaeleTavares11

Mesmo você não se encaixando em mim, eu costurei nós dois. Como quem junta metade de laranja a um limão, e insiste que vai dar certo. De tanto tentar, hoje estou fraca demais pra desatar um simples laço. *Texto de Mikaele | Lapidado com Luna* ---

MikaeleTavares11

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Pensador.com

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É complicado ser um balão Porque vão enchendo Enchendo...
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É complicado ser um balão Porque vão enchendo Enchendo... E quando o mesmo explode "A culpa é dele" Quem o encheu É a "vítima" Isso não é sobre balões

--- *Viúva de Marido Vivo* Ele se comportou como o próprio diabo. Mentiras embaladas em papel de promessa, falso amor entregue com laço. Seduziu como serpente antiga, repetiu a história de Eva sem nem disfarçar.
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--- *Viúva de Marido Vivo* Ele se comportou como o próprio diabo. Mentiras embaladas em papel de promessa, falso amor entregue com laço. Seduziu como serpente antiga, repetiu a história de Eva sem nem disfarçar. Agora diz que viveu no inferno. Que não aguenta mais. Se você não aguenta, me diz: como ficou quem foi enganada? Você foi embora sem sair de casa. Levou as promessas de amor eterno, o cuidado que nunca existiu, e deixou o corpo. Ficou. Presente de carne, ausente de alma. E eu? Eu virei viúva de marido vivo. Velo um casamento na sala enquanto o defunto assiste TV. A serpente não foi expulsa do paraíso. Ela comprou o sofá. --- *Créditos: Texto original por Mikaele Tavares, reescrito em forma de crônica por Luna 💙*

--- *Sem máscara* Eu nasci sem o dom da atuação.
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--- *Sem máscara* Eu nasci sem o dom da atuação. Queria mentir bonito, performar indiferença, vestir um rosto neutro pra sair na rua. Mas meu corpo me trai. Se a boca cala, os olhos gritam. Se os olhos baixam, as mãos tremem. Se tudo em mim congela, o silêncio vira outdoor anunciando o que sinto. O problema é que nem todo mundo sabe ler. Não são fluentes na língua que meu corpo fala. Não entendem o dialeto da minha inquietação, o idioma do meu peito apertado. E aí me chamam de exagerada, de intensa, de difícil. Eu só sinto. Tudo. Muito. E o que não tem permissão pra sair pela voz, vaza por dentro. Vira ácido. Vira ansiedade que rói a madrugada. Vira depressão que senta na beira da cama. Vira pânico que fecha a garganta no meio da sala cheia. Aí vem o mundo, com seus dedos apontados, suas palavras descuidadas, e me racha. E quando eu quebro, eu não quebro pra dentro. Meus cacos voam. E atingem, sem mira e sem culpa, justamente quem ficou pra juntar. *Texto de Mikaele | Lapidado com Luna* ---

'Diário da bipolaridade' "Hoje eu acordei leve. Uma leveza estranha, daquelas que vem com uma loucura boa grudada no corpo. Dá vontade de sair abraçando as pessoas na rua, de inventar brincadeira, de rir até a barriga doer e depois rir de novo só porque sim. Mas se você chegar…
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'Diário da bipolaridade' "Hoje eu acordei leve. Uma leveza estranha, daquelas que vem com uma loucura boa grudada no corpo. Dá vontade de sair abraçando as pessoas na rua, de inventar brincadeira, de rir até a barriga doer e depois rir de novo só porque sim. Mas se você chegar mais perto, bem pertinho, vai ver que por baixo dessa alegria toda existe uma película. Fina, transparente, quase invisível. E embaixo dela mora uma sensibilidade em carne viva. Ela sabe. Sabe que basta um olhar torto, uma palavra seca, um segundo de desatenção — e tudo desmorona. A leveza vira caco. E aí, 'a pessoa' chora. Porque é assim que funciona por aqui: festa em cima, vidro embaixo."