Frase de Cika Parolin 05 de Janeiro de 2019
Os que moravam longe da cidade levavam meses para registrar os filhos recém-nascidos e, igualmente, demoravam para terem seus nomes definidos. Eu não fugi à regra: Nascida em parto gemelar com Ciro, o menino ansiosamente esperado, não cogitavam nomes de menina e muito menos que viessem gêmeos, visto que já tinham Marli, uma menina de cinco anos. Como era de praxe queriam nomes que combinassem. Cogitaram Maria e Mário, João e Joana, Karl e Katia... mas o nome sonhado para o menino era "Ciro"! Formou-se o impasse! Que nome dar à menina? Dessa forma fiquei mais de meio ano sendo mencionada como "a nenê". Não mais que de repente, Dona Amélia, uma moradora de uma chácara próxima, apareceu, providencialmente à hora do almoço, para visitar, segundo ela, "os geminhos"! Entre um pedaço de frango assado e outro, ela faz a pergunta fatal: "Dona Maria( Marichen), como é o nome dos geminhos"? Ao que mamãe responde: "O nome do guri é Ciro, a menina ainda não tem nome". Como que tendo uma ideia fenomenal dona Amélia grita: "CIRLEI", Ciro e Cirlei, combina"! E assim foi, algum tempo depois registraram-nos e em seguida, o Batismo, realizado num domingo chuvoso, no Templo Luterano, pelo pastor Fughmann, recém vindo da Alemanha que num português péssimo disse: "Kiro e Kirlei eu vos batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém. Quanto ao Cika? Fica para uma outra longa história. Cika Parolin
Cika Parolin 05 de Janeiro de 2019
No pensador.ai desde