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Frase de Dolandmay Walter

UM SOFREDOR Lembra, meu amor, Quando me pediu para partir? Busquei novos sonhos, Outros sentimentos, outro existir... E nesses novos prazeres, Nada igual a você eu encontrei, Nada igual a você eu amei! E agora? Agora acalento dor Neste meu coração miserável, Que tinha o alimento mais quente, O mais leal, o mais presente, Que tinha no teu amor a vida. Antes fosse a despedida, Antes fosse para sempre... Neste mundo, meu amor, ama! Quem no peito não engana, Quem nas ânsias sabe encontrar Sem ter que procurar, o perfeito. Porque o perfeito, já está em você, Está no coração que sabe sentir, No coração que sabe amar! Sim, me pediu para partir... Porque a tua alma era sofrer, Porque a tua alma, meu amor, Não mais sabia viver A chorar, a todo tempo, a rogar, Por um amor perdido Nas orgias vãs em que buscava Se alimentar de ilusões, De desejos escondidos e de paixões Que ao coração não sente! Olha agora, o que sou? Um sofredor que não encontrou A vida que queria viver, Porque a vida que eu queria viver Estava em mim, dentro de mim, Aos olhos de mim, você!

Dolandmay Walter

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Pensador.com

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ERROS... Quem diz: é amor demais! Extinta paixão Que enriquece tristezas, desejos e medo! Pelo cerne enlouquecido, o coração Não se impõe de existência um segredo! Quem diz: é paixão demais! Extinto amor Que empobrece sorrir, lágrimas e sofrer! Pela alma corrompida, a dor Não se absorve de alegria um viver! Sentimentos complexos e equivalentes, N’um existir eficaz a consumir o espírito Por fantasmas vulgares, dependentes, N’um despertar sem sentir por ser dito: Amor! Paixão! Desejos loucos e plenitude, Só se têm; quem se impõe, em virtude! Dolandmay Walter

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RENASCER... Tudo o que me é morto, ou podre, ou indecifrável, Tudo o que me é de pecados ou de incensos afrodisíacos, Tudo o que me é de destruir nas impurezas dos sentimentos, O que me fere o coração, e o corpo, e o espírito, O que não me alça em voo sobre os amores de fogo, Tudo o que não me é de cumprir os mandamentos e a justiça, Os poderes, e a calma, e as glórias do firmamento, O que me é de tormento, o que me é sem razão, em vão O que me é simplesmente incompatível a memória Por insanidades entre os mortais, e os anjos, Tudo o que não me faz perdurar no amor e na bondade, Tudo o que não me é no olhar infinito, O que não me ambiciona na conquista da eternidade, E o que me faz de um só murmúrio fólios e mito... Que tudo me seja de inconstâncias, e de provas absolutas; Porque nada é intransponível ao renascer de um sol!