Frase de EdsonRicardoPaiva
Cada coisa em seu lugar Pois, cada qual tem seu tempo Somente a dor não tem par Mas pro erro, há comparação A todo mal, seu lamento Lentamente A folha amarela no outono O plano antigo de viagem A chance de ir lá E ter como certo a miragem O vazio do deserto Anda propenso a estar por perto Penso, que apesar de imenso e frio É um lugar que não me cabe A própria vida que se sabe Uma ilusão Olhares pra além do horizonte Além de horizontes, verão Há, pra cada espera, o momento Cada flecha lançada, aflição Para todas escolhas, colheita A doçura do mel, talvez não Para toda falsa luz Existe a sombra da verdade E, pra toda liberdade, uma prisão O alento é na outra estação Quiça, cada luz tem seu Sol. À boca de meias-verdades Um ouvinte que se foi A batalha que você não vence Era sua e sequer lhe pertence Na página seguinte Todas as imagens belas Mas alheias A cada mar o seu vento E pra toda nau sincera Procela, escuridão, a vela sem direção À goteira, o telhado que não desabou O ás do baralho perdido O curinga que se esconde ao lado A palavra que faltou O desconto no mercado As fases da Lua Para a frase o ponto final. Nuances de uma mesma face A escada que ninguém galgou Estrada pouco iluminada O lugar da partida, o adeus No cume de qualquer montanha Há o início da descida No passado de qualquer memória Vaga lento um vaga-lume Num canto esquecido, uma noite qualquer Mas o tempo vai trazer dezembros Para tantos janeiros quanto houver. Edson Ricardo Paiva.
No pensador.ai desde