Frase de RosangelaCalza
Nem sempre o chão da alma é seguro, às vezes afunda, se quebra, se perde no escuro. Nem sempre o tempo cura qualquer dor, há feridas que insistem em viver no interior. O sabor a fim do mar, que vem do escuro, é o eco das dores, um sabor tão puro. É o que resta do calor que um dia brilhou, é o suspiro quieto de um amor que acabou. No silêncio profundo, onde a alma se esconde, há uma espera longa, onde a esperança responde. Nem tudo se apaga, nem tudo se vence, mas há na dor tristeza que também nos convence. Que mesmo o chão incerto, por mais que balance, carrega a vida, a luta e a esperança. E no sabor amargo que deixa o fim do mar, floresce a coragem para recomeçar.
No pensador.ai desde