Frase de Michel Goulart
Um soneto a céu aberto Da vida passando mal me lembro Julho orquestra a geada lá fora Pisco os olhos em dezembro É o tempo maestrando a hora Os planos que refaço em desgosto São leões devorando a sobra Entre meio janeiro é agosto Desafiando o relógio e a obra Livres são os amigos que partiram Desacorrentados do ponteiro Da prisão temporal eludiram Silenciando o tic-tac sorrateiro Sou náufrago no espaço-tempo Rimando um teorema incerto Em outro poema reinvento Um soneto a céu aberto
No pensador.ai desde