Frase de Fernando Krueger
Poema Para Quê? Para Quem? Redigir um poema, para quê? Poema para o mercado cultural? Para virar um Best-seller? Para reprodução da cultura de massa? Poema para se vender e fazer dinheiro? Poema para quê? Como forma de excluir quem não o entende; Com sua linguagem abstrata e muitas vezes sem lógica? Poema, poesia, para quê, para quem? Para fazer a fama de poucos? Para serem lidos pela elite? Em redutos tidos como propagadores do saber? Poema, poesia para quê? Para falar em amores, abstratos, platônicos; Onde o leitor embrutecido pelo sistema, não pode ver o amor, Pois seu amor é concreto aos bens materiais? Poema, poesias e crônicas para quê? Para reproduzirem realidades utópicas; Enquanto o leitor vive realidades históricas? Poemas, poesias para quem? Para os leitores da elite conservadora? Para o jovem revolucionário? Para o cidadão escravo do sistema que o embrutece; Ou para o burguês consumir e se achar importante? Poemas, poesia para quê? Para conciliar ou dividir as classes? Para despertar ou transformar o amor em comércio? Para reverenciar ou reconhecer talentos? Para fazer fama de uns, e renegar o sol a outros? Ora, a arte de usar as palavras, Arte essa restrita a quem? Ao leitor? Aos autores? Ou ao sistema de comercializar? Cadê o poeta romântico? Que amava; Não os bens e sim o homem! Cadê o poeta que critica a realidade? Do cidadão a quem lhe remete sua arte? A arte não precisa regressar ao passado; Para recuperar seu prestígio; A arte precisa se humanizar de novo; Acreditar no ser humano que luta; Acreditar no amor interno, de cada indivíduo; A arte precisa começar a revolucionar; Não o sistema, que esse caíra; Mas sim o homem; Para que esse volte a ver na arte; A crítica a vida sofrida que vive; E assim se veja no poema; Como sujeito ativo e não passivo. Para que o poema, a poesia e a crônica? Para humanizar o animal homem!
No pensador.ai desde