Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
NUMA MANHÃ DE INVERNO (soneto) Inverno. Defronte a inspiração. Cato por quimera Sobre os sentimentos calados, e a agasta solidão. Devaneios, perturbação. E a sensação na espera No frio... tudo solitário, e desgarrado da emoção A vidraça da janela, embaçada, úmida atmosfera Tal uma tela em branco, aguardando uma demão De imaginação, e perfume da delicada primavera Aí, assim, adornar a epopeia devotada ao coração E logo, ao vir do vento, gelado, ao abrir a janela Invade a alma a sensação dum vazio subalterno No horizonte cinza e tão sem uma luzida estrela E eu olho o céu deserto, e vejo com o olhar terno Absorto, com uma oca ideia de uma cor amarela Que priva o estro poético, numa manhã de inverno © Luciano Spagnol - poeta do cerrado 03 julho de 2020 – Triângulo Mineiro Olavobilaquiando
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde