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Frase de Gean F.M.

Carta para o senhor Bento. Caro senhor Bento, estou em uma viagem até a minha antiga cidade, meu pai faleceu e minha mãe disse que deveria pegar o ônibus o mais rápido possível, eu e ela não temos contato um com o outro a uns 12 anos, parece grosseiro da minha parte nunca ter ligado uma única vez para saber como anda a tia Júlia ou se nosso cachorro, o senhor Raivoso teve uma boa vida, já que seu passatempo era rosnar para todos ou até mesmo ligar para saber como ela estava ou claro, como o papai estava. Acredito que nós dois somos orgulhosos demais para isso, mesmo que ela tenha insistido muito em dizer que eu puxei minha personalidade forte do meu pai, algo que eu descarto até mesmo como hipótese. Não é que eu não tenha pensado nisso, é que acho que nenhum de nós estava preparado para dizer aquelas dolorosas e verdadeiras palavras, e quais são elas? Bem, às vezes eu não tenho certeza quais das milhares das possíveis palavras que se encaixam no contexto, no fim das contas, eu continuo pensando que ela nunca pedirá desculpas pela forma que me fazia sentir tudo, eu ainda consigo ouvir os murmúrios dela, falando em como tudo seria tão mais fácil se eles tivessem feito escolhas melhores, minha mãe sempre falava sobre como a vida dela era boa antes de todo o resto, ela ainda teria um belo corpo, teria liberdade e não estaria trancada a algo que ela no fundo nunca quis, lembro que quando ela foi embora e deixou a mim e meu pai, ela me disse que nunca daríamos certos juntos, de alguma forma, ela estava certa sabe, eu sinto que eu nunca fui um bom filho, acho que eu devia ter me dedicado mais, se eu tivesse largado tudo pelo que eu lutei e tivesse apenas aceitado ficar, acho que seríamos bem mais próximos, mas não sei se deveria sentir culpa por isso…

Gean F.M.

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Gean F.M.

O que somos quando tudo isso acaba? O que nossos corpos se tornam quando chegam ao limite? Você me mostrou a verdade antes que tudo acabasse. Agora, sinto que não consigo continuar. Sinto que preciso de você. Às vezes, deixo a escuridão me levar o mais longe possível nas noites…
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O que somos quando tudo isso acaba? O que nossos corpos se tornam quando chegam ao limite? Você me mostrou a verdade antes que tudo acabasse. Agora, sinto que não consigo continuar. Sinto que preciso de você. Às vezes, deixo a escuridão me levar o mais longe possível nas noites frias, e tenho a impressão de que isso vai acabar me matando. Alguma coisa dentro de mim foi destruída. Sinto que Deus me abandonou. Por quê? Perdi minha fé no dia da sua partida. Eu sei que esse dia era inevitável. Sei que preciso ser forte. Mas minha alma já perdeu o brilho. Sinto o envelhecimento chegar a cada novo amanhecer. Eu nunca serei o mesmo, não é? Sempre procurarei aquele estado de paz em mares agitados. Continuarei me culpando por ser tão apegado, mesmo quando você dizia que eu não deveria. Sempre odiei despedidas. Há sempre um pouco de verdade em cada última palavra que dizemos. Às vezes, ainda acordo com medo, mesmo depois dos bons sonhos. Tenho medo de não suportar o peso de tudo isso. E, às vezes, queria poder me permitir ser vulnerável. Queria gritar tudo o que guardo até que minha voz falhasse. Eu queria ser mais como você. Pai... Você já sentiu medo de que, um dia, o peso de todas as dores que carregava caísse sobre você? Você já teve medo do futuro?

“Somos marcados pelas primeiras coisas que lembramos na vida. Elas definirão o restante de nossas jornadas; serão as últimas de que nos lembraremos no fim. É nelas que pensaremos nos bons e nos piores dias. Não sei por qual motivo nos apegamos a elas, mas sei que sempre terão uma…
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“Somos marcados pelas primeiras coisas que lembramos na vida. Elas definirão o restante de nossas jornadas; serão as últimas de que nos lembraremos no fim. É nelas que pensaremos nos bons e nos piores dias. Não sei por qual motivo nos apegamos a elas, mas sei que sempre terão uma forte influência sobre nós.”

“Ok, pai, você tem razão. Eu herdei aquele seu lado complicado. Fico irritado quando não consigo resolver as coisas, sou ansioso demais e não sei esperar o tempo agir como deveria. Não sei medir minhas palavras — elas quase sempre soam mais duras do que eu pretendia. E, sem perce…
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“Ok, pai, você tem razão. Eu herdei aquele seu lado complicado. Fico irritado quando não consigo resolver as coisas, sou ansioso demais e não sei esperar o tempo agir como deveria. Não sei medir minhas palavras — elas quase sempre soam mais duras do que eu pretendia. E, sem perceber, acabo ferindo pessoas com atitudes impulsivas, tomadas antes que o pensamento alcance o gesto. Então acho que podemos admitir isso: sou, em muitos aspectos, uma cópia fiel de traços que você deixou como herança. Não apenas no sangue, mas no jeito de sentir, de reagir, de errar. Carrego em mim partes suas que talvez você nunca tenha nomeado, mas que continuam existindo através de mim.”