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Frase de Iolanda Valentim

Sempre arrumava o armário quando ficava frustrada. Ou, simplificando, tirava todas as roupas e as colocava de novo pra dentro. Sentia quase um falso dever cumprido em pensar que estava fazendo algo. Mas não fazia nada. Não mudava nada. As roupas nem tinham organização. Cor, tipo, uso, estação. Nada. Era uma completa bagunça, a vida e o guarda-roupa dela. Lotados de coisas que nem servem mais, nem se usam mais, histórias mal terminadas, empurradas com a barriga, relacionamentos com prazo de validade já vencidos e blusas horrorosas. Por mais velha e rasgada que a blusa estivesse, não tinha coragem de tirá-la de lá. Por mais sufocante que uma relação estivesse, também não conseguia se desligar. Talvez pela lembrança do que foi um dia. Uma linda blusa, um lindo amor. Ambos desgastados, surrados, inutilizáveis. Só acumulando espaço. Por mais cafona que a calça fosse, sempre tinha esperança de que talvez, sei lá, ela voltasse a ser bonita aos seus olhos. E que talvez, sei lá, as coisas poderiam mudar. Pessoas poderiam mudar. Seguir em frente não era uma opção. Odiava partidas, até dos seus shorts. Guardava tudo e não permitia que nada saísse da sua vida. Acabava presa no passado, tentando consertar amores, remendar amizades, incapaz de desatar os nós, com o guarda-roupa lotado e a vida estancada. Chanel disse uma vez que o menos é mais. Levo isso pra vida. Menos é mais, garota. Anota. Tirar coisas e deixar pessoas irem embora da sua vida talvez seja o menos que é mais na sua vida.

Iolanda Valentim

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Iolanda Valentim

E permanece. Em cada milímetro de mim, cada parte do que eu sou. Cada saudade que eu sinto é um pouco de saudade sua também. Em cada frase que eu escrevo, uma palavra é dedicada a você também. Cada amor que eu tenho, é um pouco do seu.
E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, per…
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E é assim que a gente vai vivendo, sabe? Errando pra aprender. Se decepcionando pra se proteger. Se machucando pra crescer. Chorando pra sorrir. A gente cai uma vez, pra aprender a se levantar em outra. No fim, tudo que for bom, verdadeiro, tudo o que realmente nos fizer bem, permanece.

Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que pod…
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Às vezes é difícil não se machucar. Mas em alguns casos - como o meu - sempre é difícil. Sou sensibilíssima. Me dói qualquer palavra dita e mal interpretada ou algum gesto pequeno e imperceptível. Gosto de remoer e me doer até pelo que não aconteceu – mas poderia – e pelo que poderá eventualmente acontecer no futuro. Até por coisas que deveriam passar despercebidas. Comigo, elas não passam e sim grudam no cérebro, me fazem pensar e sentir coisas ruins e querer correr pro lado contrário, amedrontada. Fico sentida por besteira e magoada por coisas bobas, sim. É mais um lado chato de ser exagerada: meus dramas também são.

"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. N…
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"Nunca sequer gostei de refrigerante na vida, mas semana passada fui ao médico e ele proibiu terminantemente de beber. Saindo do consultório, me veio a vontade louca de tomar um gole e sentir aquele líquido gaseificado e aromatizado artificialmente passando pela minha garganta. No outro dia, nada mais já me importava na vida a não ser esse bendito fruto proibido. Eu só tinha olhos para o refrigerante. Só pensava no refrigerante. Acordava e ia dormir querendo refrigerante. Não por gostar, mas por saber que eu não posso. É mais ou menos assim com você."