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Frase de T. M. GRACE

⁠⁠DONZELAS SINGELAS Outrora as mulheres tinham de ser donzelas... Singelas. Sem vontades, sonhos, desejos ou maldade, tinham de ter carácter dócil, voz aveludada, e postura perfeitamente imaculada. Tinham de almejar a Santidade, mesmo se presas em teias de maldade, mesmo subjugadas, ou se perdessem o norte, mesmo se encarassem de frente a própria morte... Tinham de ser donzelas, perfeitas, belas... Singelas. Perfeitamente alinhadas com aquilo que delas se exigisse, muitos atributos e poucos ou nenhuns predicados, sem segredos mal amanhados. Não podiam seguir o seu coração... Não, isso não... Mancharia para sempre a sua reputação. As feias não tinham tanta ventura, muitas vezes deixadas à própria sorte, mas aquilo que elas pensavam ser infortúnio, era sinónimo de bom augúrio, da melhor das sortes. Não tinham de se rastejar em uniões onde imperava tudo, menos o respeito, o cuidado, o amor e, até quando havia amor, a mudez era a espada pronta a cortar as suas gargantas, se elas tivessem garganta, sim porque o veludo, aquele que abafava as suas vozes para se tornarem aveludadas, era suave, voraz, mudo, era a cadeia entrelaçada, aquela que rasgava a pele alva, da pura e doce menina, aquela que puxava os grilhões para a almejada liberdade e por fim bater asas, mas suas asas atrofiadas, não se abriam. As donzelas, singelas, tinham de rir em silêncio, porque as suas gargalhadas incomodavam os homens de bom porte, os donos das fazendas, os reis da corte. As donzelas singelas não percebiam os trocadilhos, daqueles que riam às suas custas, maldizendo-as, de bruxas ou de murchas. Mas as donzelas, singelas, aprenderam a ler e a prisão começou a encolher. Primeiro, apenas nas suas mentes, deixaram de ser tão singelas, tão inocentes. Depois de ler, veio o escrever e o mundo começou a mudar, não de repente, demasiado devagar... Demorou para uma delas realmente se libertar, voar, depois dela outras se seguiram, e abriram caminhos para todas nós, os céus podermos alcançar.

T. M. GRACE

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Pensador.com

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⁠Magníficas são as coisas inspiradas num momento de loucura, escritas no silêncio da razão e revistas com o sentir do coração.

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⁠QUE MUNDO É ESTE Nas mãos de todos nós, o poder, O poder da derrota, O poder de vencer, O poder de apertar o gatilho Ou colocar um cravo no cano, De declarar-se sábio ou insano. O de tirar as farpas, limpar as feridas e passar o unguento, De limpar as lágrimas e aliviar o lamento. Ou de detonar a bomba Ceifando os fiéis, Soterrados nas trincheiras pelos infiéis. Deixando ao Deus dará, Num campo minado uma doce criança, Que olhando para o céu clama por uma aliança, Mas faltam as cores, que se perdem no meio de tantas dores. Caem pérolas dos seus olhos empoeirados, pelas lágrimas sagradas das feridas da terra, Sim, a mesma que sangra sorvendo o sangue de mais uma guerra... Porque existe no mundo tanta iniquidade? Uns querem fazer cativos, Outros a liberdade, Outros ainda, reivindicam a posse de tudo, inclusive de um Deus... Mas que mundo é este? Valei-nos os céus...// In Instantâneos da Alma by T. M. GRACE

⁠A ALMA Nos meus ouvidos sempre os mais belos sons, desimpedidos e atentos para ouvir o bom. Olhos abertos para ver a verdade, a beleza da simplicidade do espírito e o olhar de ternura que brota de outro olhar.
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⁠A ALMA Nos meus ouvidos sempre os mais belos sons, desimpedidos e atentos para ouvir o bom. Olhos abertos para ver a verdade, a beleza da simplicidade do espírito e o olhar de ternura que brota de outro olhar. Coração aberto, sempre, para poder guardar o que me for mais precioso, e sem o fechar, deixo ao que me é precioso a liberdade de ir, mesmo que jamais possa voltar. A alma? Ah... Essa, deixo-a leve mas carrego-a de sorrisos, paz e consciência límpida, para que possa fluir como o rio que desagua no mar. Deixo-a seguir o seu caminho, e um dia, quem sabe... Ela me espere em algum lugar.../ T. M. GRACE In "Instantâneos da Alma"