Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Na vastidão de uma noite sem fim, Escuridão acalenta o olhar que desistiu. Mas ah, as estrelas, em seu sutil brilho assim, Acendem os corações que o mundo reduziu. Você, minha estação inesperada, Traz o verão aos dias de meu inverno interno. Chove lá fora, mas em mim, estiada, Pois em teu sorriso, encontro o sol eterno. Mas paira a dúvida, neste ar rarefeito, Será amor ainda o que em meu peito palpita? Ou sou como a chama que, ao vento, é desfeito, Sem saber se aquece, se queima, ou se evita? Você tenta, ó sim, com todas as forças reais, Manter a chama que a vida às vezes tenta soprar. Mas o que somos nós? Meras faíscas banais, Ou talvez o crepitar de uma fogueira ao luar? Seríamos nós faísca encontrando sua palha, Pronta para ascender em fogo fulminante? Ou somos a brisa fria, que não falha Em extinguir uma vela, suavemente hesitante? O amor, esse enigma, entre luzes e sombras jaz, Pergunto-me, entre o brilhar e o apagar, Seremos nós o fogo que arde capaz, Ou apenas a brisa fria a oscilar? No fim, resta a beleza da incerteza, De não saber se queimamos ou se somos a brisa. Mas em cada interrogação, uma certeza: É no buscar, não no achar, que a vida se eterniza.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde