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Frase de Marla de Queiroz

Comer a qualquer hora, dormir pouco, malas que não são desfeitas, afetos espalhados pelo mundo, algumas sensações desorganizadas magoando a minha garganta. Às vezes me perco dentro da própria organização que criei pra mim. E vejo minha vida sendo cronometrada porque vivo o hoje com toda a intensidade que é possível investir em cada segundo do dia. Eu preciso descansar um pouco de dizer coisas para observar meus pensamentos: sinto que as palavras se precipitam sempre. Preciso preservar meus instantes de contemplação, de reflexão. Então essa esquisitice presa nas cordas “vogais” das frases acesas quando o silêncio é remédio. Quando a garganta se fecha, ferida. Quando o corpo reclama mais repouso e desaceleração. Quando o frio se espalha pelos ossos. E, para manter o meu coração aberto, eu te peço: não me cobre demonstrações de amor, deixe-o quieto. Eu preciso resgatar na tranquilidade deste sol interno o meu calor.

Marla de Queiroz

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Marla de Queiroz

"Não é falta de saudade, é desapego. Não é falta de amor, é a certeza do tempo esgotado. Não é falta de interesse, é uma profunda ocupação com a minha própria vida. Não é mágoa, é indiferença. Não é exagero, é escolha."
ho que posso dizer que é amor, sim. Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma. Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo. É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que er…
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ho que posso dizer que é amor, sim. Mesmo que a gente tenha se perdido para que eu pudesse encontrar a mim mesma. Mesmo que a gente tenha se perdido para que você pudesse buscar a si mesmo. É amor porque eu te guardo na lembrança bonita do meu crescimento, da descoberta do que era a co-dependência ou da fusão que subtrai. É amor, porque cantamos juntos, dançamos juntos, choramos juntos, fizemos amor intensamente, trocamos profundamente as angústias da alma, torcemos um pelo outro, nos ajudamos, viajamos juntos, gargalhamos desarvoradamente, dormimos juntos no melhor abraço um do outro, descobrimos novas músicas, sinônimos, livros, enlouquecemos lindamente, brigamos muito, fizemos as pazes várias vezes e fomos embora um do outro quando nada mais era poesia. Não foi triste, mas doeu profundamente.Uma dor resignada porque eu podia ver com clareza que já não nos acrescentávamos nada. E aprendi a trabalhar o desapego e o perdão. E hoje, quando vejo você sorrir, eu sinto que estamos bem e que fizemos a coisa certa. E o amor só pode ser isto: querer que o Outro encontre a felicidade a qualquer custo, mesmo que isso exclua você da plenitude dele. Mesmo que isto exclua o Outro da sua plenitude.