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Frase de Rô Montano

⁠"Divagações das Minhas Saudades" Divago nas minhas saudades, como quem caminha sem rumo em um deserto de palavras não ditas. As horas passam lentas, como velhos amigos que se despedem, e eu, perdido entre os ecos do que fui, me encontro em cada lembrança, navegando por mares de silêncio, onde só restam as ondas do que ainda arde. As saudades se transformam em terra, em raízes que crescem dentro de mim, tocando a carne com a delicadeza das palavras que nunca foram ditas ao seu tempo. Cada fragmento de memória é uma chama que me queima e me refaz, porque, no fogo da saudade, encontro uma verdade que não cabe em discursos vazios, mas dança nas sombras de quem ama. O vento traz o teu nome, e, por um instante, é como se te ouvisse nas notas de uma música esquecida. Mas, ah, como são pesadas as notas que nos deixam! Como são imensas as distâncias entre o toque da tua pele e a lembrança do meu abraço! E, ainda assim, divago. Porque a saudade é também a saudação ao que foi, ao que se foi e que, em mim, permanece. E o que permanece em mim não é apenas o eco, mas o amor que transcende as fronteiras do tempo, que desafia o desgaste da carne e se ergue, eterno, na poesia dos momentos que nos pertencem, mas que o mundo se esqueceu de guardar.

Rô Montano

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Pensador.com

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Outras frases de Rô Montano

⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas.…
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⁠"Refúgio na Eternidade" Há um barulho no mundo que não me deixa ouvir a minha própria alma. É tudo tão corrido, tão sem direção... Os homens passam por mim como vultos, perseguindo algo que não sabem nomear. Correm para onde? Fogem de quê? As torres brilham, mas brilham falsas. São feitas de vidro, sim — e, por dentro, ocas. Há corações ali... ou apenas sombras? Eu me recuso. Recuso o barulho, a pressa, a vertigem de ter sem ser. Ergo meus olhos — mas não aos altares da modernidade. Não aos palcos, nem às telas que se alimentam de vaidades. Ergo meus olhos para o invisível. Para o que não muda. Para o que me chama quando o resto silencia. Ergo meus olhos para Deus. Nele, sim, há direção. Nele, sim, há casa. E então me pergunto: o que são os prazeres modernos, senão relâmpagos que não aquecem? De que vale o ouro, quando o peito geme em silêncio? Há vozes por toda parte; há mentiras emolduradas em telas. Mas minha alma — ah, minha alma — deseja chão. E encontra esse chão em Deus. Ele não muda. Mesmo quando tudo muda. Mesmo quando o chão treme. Mesmo quando a dor veste o rosto das manhãs. Ele é meu refúgio, meu lugar seguro, quando o mundo desaba em mim. Seu amor é um abraço invisível que me sustenta quando já não há mais nada. Sua voz... é como o vento leve nos dias quentes: não se vê, mas se sente. O mundo quer poder. Quer vaidade. Mas isso o torna cego por dentro. E os reis modernos, tão bem vestidos, caem sem fazer barulho — porque o vazio não pesa. Eu, ao contrário, descanso em Deus. É ali que respiro. É ali que existo sem me perder. Quando tudo falha — a ciência, a razão, os discursos tão bem ensaiados —, quando a alma geme por algo que não se compra, é em Deus que encontro a canção. A cura. O pão. E, principalmente, o silêncio que me devolve a mim mesma. Porque Ele é o lugar onde minha fé descansa... e floresce.

⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo,
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⁠O Refúgio da Minha Alma é Somente Deus Quando o ruído do mundo é tempestade, E a alma exausta busca algum abrigo, Não há poder, honra ou vaidade Que acalme o coração, senão o Amigo. As luzes deste século — vaidade! — Prometem paz, mas trazem só conflito. E o homem, em sua cega liberdade, Perde-se em si, sem Deus, pobre e aflito. Mas eu, cansado de buscar em vão, Achei nos Céus o amor que não se ausenta: Refúgio eterno em meio à confusão, Rocha de paz que toda dor enfrenta. Em Deus repousa o ser, livre e contente, Meu sol, meu norte, meu pastor presente.

⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma,
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⁠"Mãe" Ela não foi só corpo: foi alma, foi prece, foi silêncio que entendia, abraço que curava. Ela partiu, mas ficou no café quente, no gesto distraído, no calor que vem do nada e me faz lembrar: mãe não morre, vira eternidade.

"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da ma…
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"A Eternidade Mora em Ti, Mãe" Mãe, em teus braços o tempo parece adormecer. É como se o mundo lá fora silenciasse, e tudo se resumisse ao bater do teu coração, ao sussurro manso da tua voz, que embala até a alma cansada. Em teus braços, a dor se dissolve como bruma ao sol da manhã. Nada pesa, tudo encontra lugar: os medos, as culpas, os sonhos partidos. Teu colo é chão antigo, onde os passos da infância ainda ecoam. É abrigo que não cobra, é amor que não exige. É perdão que chega antes do erro, é presença mesmo na ausência, é eternidade guardada em gestos tão simples, que só o coração sabe entender. Em teus braços, mãe, volto a ser essência. Volto a ser o que fui antes da pressa, antes das dores do mundo. Em teus braços, sou inteiro — mesmo quando me sinto em pedaços. E, se um dia tua presença física me faltar, saberei, mesmo assim, que teus braços ainda me envolvem — invisíveis, mas reais. Eternos, como tudo o que é feito de amor.