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Frase de Ricardo Ferrara

Ressignificar o amor pela gratuidade O amor para ser realmente o que ele é, precisa exteriorizar-se a partir dos atos. Em um mundo que "ama muito tudo isso", não sabe o que é amor, não sentiu esse amor e diz que ama mesmo assim e também não sabe dizer o que é tudo, então não é sincero, pois a sabedoria da Sagrada Escritura nos ensina que só se ama aquilo que se conhece. A "semântica do amor" está tão desgastada que por qualquer coisa se diz que ama, esquece o verdadeiro significado do amor: a gratuidade. Dar-se, sabendo que nem sempre haverá retorno para este amor. Então vem a pergunta, por que amar? Porque o coração humano foi feito para amar e ser amado, porém muitas vezes pode acontecer de amar sem receber retorno, e pode acontecer de ser amado sem querer amar. Outra questão provocativa: Diante disso, ainda vale a pena amar? Parece que diante das tentações capitalistas, somos sempre tentados em querer descobrir utilidade, compensações no amor. Só vale a pena amar se o amor estiver significado na gratuidade, senão será tudo, todavia, não será amor Ressignificar o amor pela gratuidade, faça a tua parte, e o amor não será mero verbo, mas práxis salvadora!

Ricardo Ferrara

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Pensador.com

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Outras frases de Ricardo Ferrara

O amor é possível nos limites, na precariedade das situações, é o inverso da minha lógica, contradição da própria contradição. Um olhar me basta para retornar a esse instigante sentimento: a palavra que não prende o que significa, o valor que não dá o seu preço.
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O amor é possível nos limites, na precariedade das situações, é o inverso da minha lógica, contradição da própria contradição. Um olhar me basta para retornar a esse instigante sentimento: a palavra que não prende o que significa, o valor que não dá o seu preço. Paisagens dos campos parecem acenar ao horizonte Que em mim existem paisagens desconhecidas por trás dos montes. O amor não é mero verbo, na boca dos artistas e dos cantores, aproxima as pessoas com arte, no encontro e as suas cores. Dos encontros que são partidas e partidas que são chegadas Sou verso de uma canção que me envolve, que me embala...”

Diálogos da vida e da morte Ultimamente, tenho pensado sobre o sentido da vida e no sentido da morte. Dormimos e acordamos. A dinâmica da respiração. As contrações do coração e dos pulmões. Processos nos quais estamos diante o tempo todo e quase não damos importância. No plano v…
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Diálogos da vida e da morte Ultimamente, tenho pensado sobre o sentido da vida e no sentido da morte. Dormimos e acordamos. A dinâmica da respiração. As contrações do coração e dos pulmões. Processos nos quais estamos diante o tempo todo e quase não damos importância. No plano vivencial, vida e morte não são condições irreconciliáveis, dado que aceitando ou não, convivemos com essas duas realidades. O filósofo estóico Sêneca nos instrui a cada dia sermos organizados como se fosse o último e concluísse a nossa vida. Chama-nos a atenção de que a qualidade de vida é mais decisiva para a nossa felicidade, que não é isenta de conflitos e tristezas, do que a vida na perspectiva cronológica do passar dos anos. Olhar o mundo como se fosse despedida, para fazermos coisas melhores do que já fazíamos e sermos mais do que estávamos acostumados a ser, no sentido de plenitude da existência. São tantas as pessoas que encontrei e que já partiram. O tempo em que vivi com elas jamais será destruído. Trago um Kairós dentro de mim, um santuário feito de memória e recordações. Todavia, estou no Khrónos, no eterno devir, nas infinitas possibilidades para vida, que ao mesmo tempo afeta meu plano vivencial. Como Francisco de Assis, chamo a morte de irmã e vivo no ventre da mãe vida. O Mestre de Nazaré, aquele que tem a eternidade no olhar e no coração ensinou que "se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto." A condenação de não morrer é o cárcere da solidão eterna, dado o fechamento para as possibilidades da vida. A semente que não vingou, não pôde ir além de si mesma para dar frutos. Certamente, não é nem um pouco agradável ter uma experiência de morte, e que o diga a semente. Quando ela morre, abandona aquela forma de semente, fixa raízes na terra, cresce em direção ao alto e transborda em frutos. Torna-se uma árvore frondosa. Seus frutos trazem em si sementes da vida e deram mais vida a alguém, mesmo passando pela experiência da morte, da transformação. A mesma comparação aplica-se às alegrias e tristezas da vida. Sofremos com algumas tristezas, para que nossas alegrias sejam inteiras e múltiplas. Isso me faz lembrar muito de Ricardo Reis, um dos personagens de Fernando Pessoa: "Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa, põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive." Tiro a lição que humanizar-se é um trabalho para a vida toda, que não pode prescindir dessas experiências de morte. Uma ostra deve ser ferida para produzir pérolas. A humanidade passa por essas experiências para descobrir a possibilidade de ir além de si mesma, para que possa ir fundo à razão de sua existência e se espantar que a vida vive e a morte morre, afinal, o espanto, a admiração, o silêncio frutuoso que precede à palavra falada, escrita e cantada é o alicerce da verdadeira filosofia, que é humilde, não se arroga sábia, todavia, busca a sabedoria e como Sócrates, sabe que nada sabe.

Claves nacionais em poesia tupiniquim As margens dessa terra de Santa Cruz continuam mais do que nunca plácidas, com um povo que supera continuamente a marca do heroísmo. Nem sempre conseguimos igualdade, todavia, lutamos com braço forte para conquistá-la. A morte se enrubece de…
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Claves nacionais em poesia tupiniquim As margens dessa terra de Santa Cruz continuam mais do que nunca plácidas, com um povo que supera continuamente a marca do heroísmo. Nem sempre conseguimos igualdade, todavia, lutamos com braço forte para conquistá-la. A morte se enrubece de temor diante da Pátria Amada. Brasil, esse sonho imenso que aos poucos se faz realidade, em cada rosto estampado o amor e a esperança de melhores dias, alvo céu que desce ao sagrado chão brasileiro do branco, do negro, do índio, das misturas de todas as raças, faz a imagem do Cruzeiro e do Corinthians reluzirem. Tua natureza foi feita para a vitória, o teu tempo foi feito para ser imemórial! Mas deixa de ficar deitado eternamente em berço esplêndido, recobra suas forças! Contempla o sol que continuamente te faz ser um novo mundo. Avante, Florão da América, profundo é o teu céu! A graça de tuas paisagens inigualáveis, que gerações vindouras correm o risco de não verem, já foram mais contempladas e hoje pede para viver. Talvez, seria o tempo de ter glória no futuro e paz no passado, de fazer com que as pessoas sejam mais vida, para além da vida que possam dar. Mãe gentil, constituíste uma imensa família! E o que Deus mais queria, não era ser brasileiro, era que o povo brasileiro fosse inteiramente dele!

Nos limites do ócio e do negócio É difícil acordar para cumprir a sina do dia, quando não se tem vontade e disposição. É um impulso da cama a contra gosto. O cansaço desafia a fragilidade do corpo. Seus limites são testados e provados todo o dia. O corpo reclama, pois está sangr…
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Nos limites do ócio e do negócio É difícil acordar para cumprir a sina do dia, quando não se tem vontade e disposição. É um impulso da cama a contra gosto. O cansaço desafia a fragilidade do corpo. Seus limites são testados e provados todo o dia. O corpo reclama, pois está sangrando por dentro. É por isso que anda faltando muita qualidade de vida. Há inúmeras vidas e raríssimas as que têm qualidade de vida. Há os que ignoram os limites da corporeidade em nome de uma estética que chame a atenção. O cuidado de si tem um efeito terapêutico, curativo, contudo é muito mais eficaz preventivamente do que quando se tenta apagar o incêndio. Isso aliado aos tempos digitais, virtuais, mecânicos e frios em lugar da presença objetiva, do toque e das afecções. Nas eras das ausências e exarcebações, Aristóteles nos ensina que a virtude não está nos extremos, mas na sua justa medida. Cuidar demais do corpo não é bom, cuidar de menos também não é boa pedida. Isso me recorda a tensão que temos que ter entre o Ócio e o Negócio. O negocio é aquilo que nega o ócio. O ócio é aquilo que nega o negócio. A parte começar definindo pela negativa, precisamos de um espaço e de um tempo nosso que possamos cultivar o ser pessoa. Precisa ser criativo, aberto ao lúdico, as surpresas e ao mistério. Isso eu chamaria de ócio. Está muito longe da perspectiva de ser um tempo sem fazer absolutamente nada. Longe de ser ausência de exercícios. O negócio é aquela caixa fechada, com regras bem definidas, que está situada no espaço do hoje que deve ser atendida no tempo do ontem. O negócio tem uma cronologia estranha para a lógica humana. É capaz de disciplinar quem tiver limites e capaz de transformar um indivíduo em um compulsivo empresarial. Nesse caso, nem tanto ao céu, nem tanto a terra, pois limites têm limites, ócios têm negócios e nos negócios, sempre há ócio criativo e lúdico a ser descoberto. Desejo que descubra e que seja bem feliz!