Frase de Graça Leal
SOS Estrela Cadente Estou minguando e pedindo socorro Sei que não sou daqui Não entendo esse viver Cuja a dor também dá prazer Quem ama é capaz de fazer sofrer E o amado permitir Não me lembro muito bem Mas eu estava recostada na Lua Crescente Sonhava com a Lua Cheia Com as bênçãos renovadas do Guerreiro Que no Cosmo é a grande candeia De repente uma Cadente me acordou fraternalmente Disse não termos tempo Teria comigo um desejo à ser atendido Ainda tonta, pensei em algum perigo Montei-lhe ainda assustada Com a pressa da Cadente Sem entender que desejo poderia ser importante Que ela só não fosse suficiente Viagem fantástica Pelo pelo tapete de estrelas Meteoros se despediam felizes Adeus! Gritavam libertos Sem saberem do destino ao certo Pelo espaço longo do infinito A Cadente transitava apressada Meus braços já não resistiam Pela força para me fazer segura Em uma das suas pontas Reluzentes e douradas Soltei-me da apressada Cadente Ouvi a sua voz ecoando no breu cintilante És o desejo que a Realidade me pediu Vá ao mundo propagar o sonho Talvez você aterrisse no Brasil Cheguei e encontrei o verde Mas também o breu sem brilho O negro em luta e sem vez Um país maltratando o filho O desprezo aliado ao poder Sentimentos sem polidez Sorrisos como troféus Pelo mal feito ao outro Com detalhes de sordidez Pensei o quão difícil será permanecer Mas pedido à Cadente é necessário atender Encontrei felicidade cênica Uma peça montada para enganar rivais da plateia E uma sociedade longe de ser ateia Encontrei a esperança desistindo do futuro O presente desgovernado O passado envergonhado Como fazer sonhar um planeta com vasta fome? Com tanta gente sem nome Olho para o céu todos os dias Pela janela, a noite, sob o efeito do sono Atuando no meu cenário de fantasia Esperando a Cadente aparecer como num encanto Para um desejo me conceder Pois da Terra quero voltar, e sem levar melancolia Quero secar o meu pranto Prosear com a Estrela Guia Quero partir para o infinito Os sonhos aqui não se sustentam Neste solo de constante amanhecer Neste planeta de muito rito Só sobrevive quem acata o que inventam Não há muito o que fazer Não consigo à Realidade atender Meus braços já estão recuperados Firme me apoiarei numa ponta reluzente da Cadente Sonho que ela há de vir me socorrer Me levar de volta antes de eu morrer Da serenidade estou carente Quero residir no espaço Porque é lá aonde eu consigo viver É lá que o sonho é livre É meu lar. Vou poder me refazer O meu corpo até pode ficar Mas, minha alma precisa voltar
No pensador.ai desde