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Frase de Nelson Rodrigues da Costa

⁠A Palavra e o Silêncio Falo—e a palavra corta o ar como lâmina sem rosto, como flecha sem alvo. Quem a escuta? Quem a sente? Quem lhe dá forma dentro do peito? Dizê-las é rasgar o silêncio, como quem fere a pele da água e espera que o mundo responda. Mas o mundo nem sempre escuta. Ou escuta mal, como um espelho partido onde o rosto já não se reconhece. Escrevo—e a tinta sangra no papel, mas o que digo não é o que fica, o que fica não é o que sou. Entre mim e o outro há um abismo, uma distância que a voz não vence, um eco que se perde na sombra. Às vezes são lâminas, abrem sulcos na carne do tempo, fazem sangrar quem as ouve. Outras vezes, são leves demais, tocam, mas não ficam, morrem antes de nascer. Quisera eu que a palavra fosse ponte, mas tantas vezes é muro, ferro, pedra, ruína. Tantas vezes, o que fere não é o grito, mas o silêncio depois dele, o vazio onde o sentido se afoga. E no entanto, insisto. Porque dizer é resistir à solidão, é lutar contra o escuro do não-entendimento, é desafiar a noite com um nome, mesmo que ninguém o repita.

Nelson Rodrigues da Costa

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Pensador.com

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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar.
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Veem-me cinzento. Mas não é por falta de cor — é por não pintarem devagar. Não sou o que mostro. Sou o que seguro para não cair. O que calei para não ferir. O que deixei por dizer para não gastar palavras em vão. Aprendi a vestir sombras com a dignidade de quem sabe que até a noite tem camadas. Ergui castelos no ar com mapas rasgados. Com linhas tortas, sim, mas desenhadas com silêncio aceso. Não procuro a luz para brilhar… prefiro arder por dentro a que me apontassem o fogo. E quando me tentam convencer falsamente que o mundo é preto ou branco, guardo as cores no bolso. Não para esconder — mas para aqueles que as querem mesmo ver. Sou feito de todas as coisas que não se veem à primeira. De silêncios que gritam. De memórias que ainda não aconteceram. De palavras que nasceram antes da boca. Não preciso de ser lido. Mas se me lerem, que não me distorçam. Procurem a cor, não as trevas. As que tremem. As que resistem. As que sou.

⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração.
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⁠Jamais existirá despedida entre autênticos irmãos. Os verdadeiros não são apenas presença material, mas também espiritual. Esculpidos no mais profundo sentimento da alma, talhados no núcleo do coração. Não importa a distância ou circunstância, nunca será um até sempre, mas um até mais.

⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta.
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⁠ O Poeta Voador Dizem que a dor e o amor fazem o poeta. Dois lados de uma mesma moeda, que ora dá cara ora da coroa. Fica a bipolaridade ora feliz ora triste... consistentemente insatisfeito. Mas de quem é o problema? Do que ama ou do amado? No fundo do que sofre, porque sonha voar mais alto com asas frágeis e cansadas. Enquanto planeia no alto reza que a esperança não esmoreça, que a nuvem sustente o palácio onde reside o seu espírito lutador...