Frase de Érwelley C. de Andrade ALB
Cinzas ao mar... Fogo! Da fogueira que acende por amar-te! Ardor! Do sentir que por ti exala! As migalhas lançadas para que lentamente Sinta o gosto dos teus lábios... É a sintonia do desejo de ter-te ao meu lado. Explicar o que não se explica! Implico! Impossível é não querer-te, Perto estou de afogar-me nas lágrimas que escorrem Por esta face triste e abatida! Não suporto mais viver ao léu de tanta agonia, Se o meu prantear é nostalgia! Logo, meu corpo será de outro corpo, Minha vida será de outra vida, Meus pensamentos estarão noutro lugar, Meu desejo apenas de amar-te. Põe-se comigo a relutar, Veja! Estou quase morta! Sucumbida pelos vermes da paixão, Iludida por palavras vazias que jogastes ao vento Quando juravas amar-me de todo coração! É desse amor que falavas? É com tamanha covardia que de mim zombavas? Portanto, não serei mais uma alma a vagar, Não mais serei uma pedinte a clamar! Volte! Volte a amar-me! Outrora afugentarei momentos de silêncio, Roerei minhas unhas e sofrerei a míngua Por todos os dias que assim o necessitar, Mas, nalguma hora, vazia, fria, solitária e seca... Voltarei para mim, olharei para o espelho em pedaços, O segurarei sem nenhuma força em meus braços, Secarei da minha face esta última gota a secar, Juntarei as cinzas de este meu lamentar e definha-me a vida Em regressar! Os restos serão levados pelos ventos do espírito, O mau cheiro da dor seguirá logo atrás, Os ossos quebrados serão sarados e os frangalhos defasados pelo mar. Eu, em minha mais nobre lição do amar, Saberei responder quantas vezes for preciso, quando o amor pelo meu nome chamar!
No pensador.ai desde