Frase de Antonio Ferreira
Ventos uivantes Ventos uivantes que se deslocam no deserto Ventos que não sofrem prisão Ecoam no vazio Ecoam dentro do coração Ventos que não pedem passagem Não há restrição Lembram que há algo vazio Por não haver edifício e paredão Nada concreto Só o imaginário, puro e só Sem obstinação e sem ninguém para dizer não Mas também sem poder tirar o aperto do coração Ventos que levam o que acabou Trazem em grilhões apenas recordações Recordações gritantes e tempestuosas Igualmente os ventos uivantes que vêm de forma despretensiosa
No pensador.ai desde