Frase de João Víctor de Melo
O Sol parece brilhar igualmente, Para todos quanto exista, todos os dias Mas há aqueles apenas em que ofuscas Imagens, quando das folhas que permitem O balançar da luz no meio do silêncio. Uma tarde como outra, que mães, Que nestas horas como noutros tempos, Senta-se para ver novela como se as de agora Distintas de outrora; e cada passo da tela É copiosamente transmutação de humor. Se quando ouço mamãe dizer algo enfurecida, Ou fazendo expressões que minha culpa parece Ou ao dizer, o quê, ou por quê, ou mesmo que houve, Continuando expressões; e manda ir embora. A evidência quase evidente não justifica o seu foco inebriante. Uma hora e outra, alguns pios, outros barulhos, Mamãe volta, faz o café, quente, e sem mesmo ninguém ver Ela o abraça, porque sinto quando o tomo devagar; Sempre o sol bate na cozinha em seu balanço, porque São folhas que pendulam no meio da tarde. O mundo mudou, mas as mães parecem constantes, À inconstância de tudo, e talvez por tais razões, São como anjos, porque invisíveis que são, Em meio ao silêncio de tudo, põem no lugar Tudo Aquilo que fora antes retirado
No pensador.ai desde