Pular para o conteúdo

Frase de Pâmella Ferracini

Mudando o livro, mas, continuando a história. Poucos minutos para um novo ano.Sorrisos, abraços, a alegria mora aqui. Não há momento melhor do que este que estou a olhar. São pessoas conhecidas, algumas acabei de conhecer, outras queria ter conhecido antes. Em outra vida, outro ano, outra idade. Queria ser como “elas” alegres, felizes, mas, me sinto em meio a uma multidão cuja única tristeza habita em mim, não falo, não canto, não danço, apenas sinto, sim! Sinto, uma estranha sensação de aperto, solidão, dor constante. Escondo? Será mesmo que escondo. Não sei se perceberam, mas, sinto a alegria de cada um, a seu modo, do seu jeito. Mas, cada um esconde algo, ou, tenta esquecer por alguns minutos. Eu me sinto sem chão, ao longe ouvi dizerem que falta pouco para o velho ir embora, e o novo começar. Não sei bem explicar, mas, essa frase me tocou. Será que era a súplica de um grito oculto, ou camuflado por um tom de otimismo? Onde o ego fosse: - Vamos minha gente, esse ano está ao fim, mas, acalmem-se, uma nova era se inicia e com ela uma vida “nova”. Seria mais fácil, ou pelo menos, menos doloroso pensar assim não? Assim, por alguns instantes, o passado iria fugir de nossas mentes, ou, pelo menos, seriam menos sentidas as batidas do coração. Enfim o momento chegando, cinco, quatro, três, dois... e um . Para mim esse “um” durou muito mais do que o ano que chegara ao fim. Em um giro suave, olhar doce, boca seca, desejei feliz ano novo a minha mãe, bem, com palavras tremulas, pausadas, conclui meu desejo a ela. Quando me preparava para continuar aquele ritual de confraternização, desejo de boas vindas a 2012, e em sua bagagem amor, paz, saúde, realizações. Fui pega de surpresa com uma fúria incontrolável dentro de mim, uma súbita alagação vinha dentro de mim, e transbordava em meus olhos, fui tomada por um choro vindo do mais fundo e oculto de minha alma. Não pude me controlar, jamais deixará acontecer isso antes, não havia preocupação se alguém pudesse a me ver assim. Quando olhei para o jardim, tive a sensação de ver minha alegria roubada, a única pessoa que faltava, o meu melhor amigo, o meu sorriso, o meu guerreiro, meu Pai. Olhei para os lados, e apenas sai, comecei a andar para longe. Um desespero me tomava conta, não sentia minhas pernas, de repente, um filme começa a passar em minha mente, lembranças do passado, o medo do futuro, a insegurança me deixava incapaz de raciocinar, era como se meu corpo estivesse fora do meu controle, e a trilha sonora era guiada por soluços. Aos poucos, minutos que duraram uma eternidade em mim, comecei a me controlar, a presença de meu irmão, e minha mãe, tentando me dar um consolo, que creio que era uma falta que eles mesmos sentiam, mas, tentaram me passar. Minha mãe me disse: - Não borre sua maquiagem. Bem, como ela mesmo me disse, não deixei borrar, mas, pra que borrar se por dentro havia muito mais que isso, havia um vazio que nunca mais será preenchido, mas,revolvi disfarçar e a olhei e sorri. Fui me controlando, tentando fazer o mesmo que eles me fizeram, tentando passar á eles, um controle, uma calma que não tinha em mim, mas, começava a criar e demonstrar a eles. Quando me senti melhor, ou menos triste como antes, voltei ao encontro de todos. Reencontrava a alegria, os risos, a festa de todos. Mas, eu sei muito bem o que se passava dentro de mim, mas, pelo menos naquele fim de noite, o vulcão havia sido controlado. Não acabado com ele, mas, controlado. Pouco a pouco fui me dando um tempo, uma trégua ao passado, a falta, a dor, a tristeza, e me ocupando de olhar a face de cada um, e absorvendo suas alegrias, seus risos. Como uma abelha anseia por mel, eu precisava de sorrisos, e, me coloquei a sugar cada manifestação de alegria que ali se encontrava. E assim, as horas passaram, e em meio a madrugada do dia 1 de janeiro de 2012, por volta de quase duas e meia da manhã, voltamos a nossa casa, nossas vidas, nossas escolhas, nosso futuro. Futuro esse, que cada um traça a seu modo, a sua melhor maneira, sua melhor ação. Perder, ganhar, conquistar, alcançar, palavras essas guardadas e renovadas a cada ano.E assim, guardo a dor, a tristeza, a insegurança, e começo a dar espaço a alegria, pelo menos tento, me esforço para que ela habite em mim, e me faça uma transformação, do meu eu do passado, a meu eu do futuro. por fim, não menos importante, deixo claro, que, se senti dor, tristeza, vontade de chorar, é pela falta desmedida da única pessoa que me entendia, me controlava, me fazia ser melhor, ou pelo menos tenta ser. Meu porto seguro, minha base, meu herói, meu Pai .

Pâmella Ferracini

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Pâmella Ferracini

Perdida sem caminho Sabe quando voce percebe que tem algo errado, mas que não vê nada de errado mas senti que há sim, algo errado . Assim estava eu naquele momento, não sei se era apenas impressão minha, ou algo estava para acontecer comigo. Não podia ver, mas podia sentir, por…
Continuar lendo

Perdida sem caminho Sabe quando voce percebe que tem algo errado, mas que não vê nada de errado mas senti que há sim, algo errado . Assim estava eu naquele momento, não sei se era apenas impressão minha, ou algo estava para acontecer comigo. Não podia ver, mas podia sentir, por fora estava bem, mas por dentro, me sentia em pedaços, como se cada sorriso meu, fosse apenas uma reação tentando esconder uma possível lágrima, que não havia em mim, mas fora, como se estivesse em uma plena crise de choro constante . Tentava não pensar nisso, mais mesmo com os minutos, eu não esquecia aquela sensação que tanto me atormentava .Tentei sair, fui andar a noite, olho do lado e vejo olhares tristes na face das pessoas, o que será que estava acontecendo com elas? não podia cessar a minha tristeza, quanto mais a dor alheia . Me recordo de uma melodia ao longe. Onde havia um menino encantado e estranho, e um dia ele cruzou meu caminho, e me falara do amor, como se fosse a única coisa a se pensar na vida, e ele me disse que : a coisa mais importante que se pode aprender é amar, e em troca amado ser . Ouvindo isso, me fez mudar um pouco tudo que sentia . Fui caminhando, sem rumo certo, até que cheguei em um parque, lá pude sorrir, não só por fora mas, por dentro . Comecei a me sentir muito bem, aos poucos fui entendendo que toda aquela angústia não passava de pura preocupação tola da minha parte, e que as vezes, nos apegamos tanto aos nossos momentos de tristeza que esquecemos de nos dar um tempo para tudo,e ver se realmente a necessidade de tanta angústia e aflição . Nem eu sabia, o porque de tanta preocupação, só sei que tudo que sentia naquele momento fora totalmente e completamente forte e confuso . Ao vir para casa, vim pensando ainda mais em tudo que sentia, não sabia se era bobeira ou se era um aviso realmente do que pudesse me acontecer . Lembro-me que chegando em casa, sentei-m e olhei para um ponto neutro, sem pensar em nada, achei graça de mim mesma, como pode alguém se preocupar com algo que nem existe ainda, e que talvez nem venha a existir, tanta confusão só me deixara mais confusa e atônica comigo mesma . No fim, resolvi parar de pensar e ir toma um banho e deita um pouco, para ver se ao acordar, eu me sentia melhor, ou menos neurótica . Queria sentir a superação em minha vida, mas, quando os problemas nos encontram, o que fazer? para onde correr? Mas, sei que em algum momento a compreensão iria bater em minha porta. Se sentir confusa, sem um caminho a seguir é estranho, mas, ao mesmo tempo compreensivo, pois, "ficar confusa, também é um caminho" .

Quando voce descobre o amor, voce passa a não pensa mais, pois passa a idealiza tanto a pessoa amada, que esquece de parar, e pensar em si mesma. Ame, mas, não perca o amor por voce mesma, se voce não se amar primeiro, pensa em voce, querer seu bem, nem sempre quem voce ama, ira…
Continuar lendo

Quando voce descobre o amor, voce passa a não pensa mais, pois passa a idealiza tanto a pessoa amada, que esquece de parar, e pensar em si mesma. Ame, mas, não perca o amor por voce mesma, se voce não se amar primeiro, pensa em voce, querer seu bem, nem sempre quem voce ama, ira pensa, ou, sentir o mesmo por voce. Só voce sabe a hora certa de parar, ou, continuar.

Meu céu sem vida Como esquecer o que não sai do coração, e da mente. Não sei de vivo ou apenas caminho. Não sinto meus olhos, não suporto meus pés. Não mando em mim, não me sustento. Choro, sei que choro. Vago em noites sozinhas, a procura da felicidade perdida. A sinto, mas, nã…
Continuar lendo

Meu céu sem vida Como esquecer o que não sai do coração, e da mente. Não sei de vivo ou apenas caminho. Não sinto meus olhos, não suporto meus pés. Não mando em mim, não me sustento. Choro, sei que choro. Vago em noites sozinhas, a procura da felicidade perdida. A sinto, mas, não sei se terei mais. Queria voltar ao passado, mas, perdi a senha. A dor me consome, me mato a cada dia. Acordo com a certeza que perdi, perdi o tempo, perdi a vida. Não ganhei outra chance, pois ainda não acordei de verdade. Sinto-me como um pássaro que machucou sua asa. Tenho vontade de voar, ao longe posso ver a direção, mas, falta-me forças para seguir. Sei o que quero, sei que posso alcançar, porém, sou incapaz de lutar. Talvez não mereça “ter”, sou desprovida de ar, apenas acumulo dias, em uma vasta ilusão dos meus sonhos. Queria mudar-me, queria levantar-me, queria eu, queria, queria... apenas queria mudar. Mas, cavo minha própria sepultura com sonho de chuva. Derramo estrelas roubadas de uma noite acordada. Durante a madrugada que jamais esquecerei, da noite do meu fim, do dia que perdi a minha base, a minha metade da minha vida. Que até hoje não sei como seguir em frente, pois, a frente só vejo um céu sem vida. As flores mudaram, o sol não brilha, meu coração pulsa implorando por vida. Vida essa perdida a cada dia. Eu grito, e ninguém me ouvi. Sufoco meu próprio pedido de ajuda, afogado na agonia, alagado na mentira de uma vida não vivida, apenas escrita. Tenho medo da despedida, tenho medo da minha fantasia. Não quero ser só mais uma pintura, de uma face linda, que oculta a verdade e mostra uma mentira, capaz de enganar o próprio choro ao início de um sorriso. Parar, preciso parar e acordar, como? Não sei, não consigo, quero, mas, não consigo. Chegara um dia que vou mudar, vou cria um novo amanhecer. Não sei quando, mas, sei que não será hoje, nem agora. Preciso acordar, mas quando, quando, quando...

Lembranças de um amor II Amei tanto, sonhei tanto, sofri tanto. Não imaginei que amar fosse assim, essa mudança de estado, te transforma, te modifica, te enlouquece, e ti destrói. Amor porque me deixaste te sentir? Te sonhar? Te amar? E me abandonar? Não conformado de me mudar,…
Continuar lendo

Lembranças de um amor II Amei tanto, sonhei tanto, sofri tanto. Não imaginei que amar fosse assim, essa mudança de estado, te transforma, te modifica, te enlouquece, e ti destrói. Amor porque me deixaste te sentir? Te sonhar? Te amar? E me abandonar? Não conformado de me mudar, foste até o fim, e assim, arrancaste o que jamais havia dado a alguém, meu coração. Os dias passaram, viraram semanas, meses, e depois de anos, volto a me sentar e transformar a dor do passado, em lembranças de uma dor, do amor que tive, que sofri, mas, que é passado, um passado mais presente do que nunca, pois, ainda lembro, ainda sinto um resquício, mas, sinto. Queria pedir ao anjo que me flechou, que levasse de mim esse pedaçinho de amor que ainda há em mim. Já convivi muito com esse sentimento, e não ganhei nada, apenas perdi quem tanto amei, e que nunca me amou, tampouco chegou perto de me amar, sei que houve amor, mas, só de mim. O caminho parece longo demais, já percorri tantos lugares, já vi vários rostos, e nada mudou, não tirei ele de mim, e nem o amor que tinha, que ainda tenho por ele em mim. Mudou? Sim, mudou o amor, sei que não é como antes, foram tantas decepções, que meu pobre coração enfraqueceu. Não sei mais o que fazer, pedi ao céu tempo, e ele me deixou parada nele, o tempo não passa para mim, as pessoas caminham, as flores caem, o sol nasce e adormece, a chuva vem e passa, o vento vem e leva as flores caídas, mas, eu permanece no mesmo lugar, e, ainda amando quem nunca me amou, e nem amará. Deixo escrito na areia o nome dele, para ver se quando o mar vier, leve-ás para bem longe, quem sabe assim o nome dele se apagará da minha mente, e do meu coração. Talvez dê certo, talvez não, não custa tentar, já que ta difícil o tempo curar, o que o amor já transformou. Parada, olhando as pessoas, por segundos tive a impressão de ver ele, bobagem a minha, ele moro na cidade ao lado, impossível ele está aqui. Queria arrancar-lo de mim, queria tomar um remédio e esquecer ele, mas, não posso faze nada, a não ser ter calma e deixar o tempo me levar... Não sei quando, ou, como tudo isso ira mudar, queria eu pode saber o dia do fim. O que sei, é que penso demais, em alguém que nem se lembra de mim, deve ter um amor, ou, talvez sempre teve, e nunca soube, vai vê era por isso que nunca me amou, nem tentou, mas, o que tentar o que já se sabe que não ira sentir. Ilusão a minha crer no amor, ainda não chegou minha vez de saber o que é ser amada, apenas de amar, ah! disso eu sei, amar, amei duas vezes, e em nenhuma descobri o que é ser amada. Dê tudo, aprendi algo, jamais entregue seu coração a alguém que não saiba da o devido peso a ele. Voce não só perde seu coração, como descobre o que é a doce ilusão de amar e não ser amada.