Frase de Leonardo Nogueira de Santana
E quando chego, chega seu chamego Teu amor, meu aconchego.
No pensador.ai desde
E quando chego, chega seu chamego Teu amor, meu aconchego.
No pensador.ai desde
(Deixo aqui registrado e tiro do peito e das páginas o que já não deve estar lá, que não deve ser lembrado e nem esquecido.) Era uma vez um amor. Foi assim que dois acasos acaso viraram um caso e casaram como nunca um caso casou assim.
(Deixo aqui registrado e tiro do peito e das páginas o que já não deve estar lá, que não deve ser lembrado e nem esquecido.) Era uma vez um amor. Foi assim que dois acasos acaso viraram um caso e casaram como nunca um caso casou assim. Foi assim que um meia boca foi pra boca inteira e arrumou seu par de meia mesmo em meio a toda multidão. Foi assim que a meia lua virou lua cheia, dobra a lua volta e meiabem no meio do meu coração. Nada de amor a primeira pista naquele inusitado dia. Nossos olhos matracavam enquanto a boca pouco dizia. Fomos feitos de bobos por tudo que nos parecia. Partimos sem nos despedir, e olha só, quem diria onde o desencontro chegaria. E o reencontro foi rendição Foi vislumbre e paixão Foi uma festa surpresa Foi batuque no coração Foi cartas sobre a mesa Foi problema e solução Foi explosão de represa Foi o meu galardão E então, de gota eu fui pra mar que encontra o céu da sua boca, e a voz do meu coração que era pouca, agora vive a cantar. E assim toda razão perdeu a lógica Porquanto um mais um deu um E não há engenheiro que tenha uma resposta. E se alguém perguntar para mim Qual é a definição de amor? Direi: As nossas manias de estimação Os filmes da nossa coleção Brincar de passar sabão ou agua na cara do outro azarão Botar nas palavras sua acentuação. Fazer barulhos com a boca Já é nossa aquela minha touca Fazer alguma coisa louca É um abraço surpresa enquanto lava a louça Mudar palavras de lugar Deitar naquele estreito sofá Fazer dueto pra cantar Deixa a vergonha pra lá Jogar o truco que te ensinei Falar em códigos que a gente entende Te falar tudo o que eu já pensei E imaginar a gente no futuro. Pois não há ninguém no mundo todo que tenha mais de mim E eu sinto que era pra ser assim, meu amor. E o que for meu é teu até o fim. Não tenho um real no bolso para te dar, por hora dou só o meu coração E essa canção. E se alguém disser que isso tudo é besteira, eu digo Prefiro um amor pra vida inteira Do que ser feliz de saideira. E se me perguntar se é de verdade verdadeira direi até o fim da nossa vida. Que é de verdade verdadeira verdadeiríssima verdadeiramente verídica.
O passado nunca foi embora O presente está embrulhado O futuro já marcou sua hora
O passado nunca foi embora O presente está embrulhado O futuro já marcou sua hora É o tempo que decreta tudo É agonia de gritar dum mudo É a fonte daquele que chora De joelhos para os céus eu rogo Que não passe de um até logo Não me faça viver sem Meu bem
Já não me cabe ser potencial, há certo eu saciando-se exclusivamente do alheio. Pois que pensarão de mim? Pois quem me desejará? O que há de ser? O que há de não ser? Não os culpo, certo estou de que contemplam a tangente, quem amará o que se não vê?
Já não me cabe ser potencial, há certo eu saciando-se exclusivamente do alheio. Pois que pensarão de mim? Pois quem me desejará? O que há de ser? O que há de não ser? Não os culpo, certo estou de que contemplam a tangente, quem amará o que se não vê? Benditas sejam estas palavras que transparecem o invisível e a fé que raros têm no amor. Pois certo estou de que o amor é uma imensurável montanha, Se tentares feri-la, odiá-la, blasfema-la o farás em vão. Se tentares move-la, destruí-la, esconde-la o farás em vão. Enterra à beira dela o sentimento suplício. Abriga-te em uma de suas cavernas, e seco estará das lagrimas do céu.
Dissipou-se o barulho do mundo, Percebi que o doce era amargo, Percebi que não era dali.
Dissipou-se o barulho do mundo, Percebi que o doce era amargo, Percebi que não era dali. Que o sonho era pesadelo, Que o sorriso era choro, Que a festa era um enterro. E de dentro eu vi o pecado, E do mundo eu queria fugir. E do mundo, imundo, clamei. Pela fé, destroçado, orei. E das cinzas de mim se formou, Um soldado do Santo Rei. Empunharei as armas do Senhor, E o mundo irei enfrentar, Meu escudo é o Seu Amor, O meu Deus irá me sustentar. Nele confio minha vida. Ainda que não ver, irei crer. Ainda que não sentir, clamarei. Ainda que não queira, obedecerei. Que todos os dias o pecado faça luto por mim. Que todos os dias haja anseio e não receio do fim.