Pular para o conteúdo

Frase de Ítalo do Couto Ferreira

⁠A morte espreitou, silenciosa, enquanto caminhávamos lado a lado por aquele jardim. As folhas sussurravam ao vento uma melodia antiga, e o sol se punha, pintando o céu de tons dourados e vermelhos. O mundo parecia segurar o fôlego, como se até mesmo o tempo estivesse com medo de interromper nossa conversa. Ela olhou para mim com olhos que guardavam oceanos inteiros. — Você acha que vai doer? — perguntou, sua voz suave como um segredo compartilhado entre as estrelas. Eu segurei sua mão, sentindo a delicadeza de seus dedos, e respondi com a sinceridade que só o amor pode inspirar: — Não mais do que a vida sem você. As palavras saíram como uma promessa silenciosa, uma declaração de que não havia dor maior do que a ausência de sua presença em meu mundo. Pois o que é a dor, se não o preço que pagamos pelas lembranças que construímos? O que é o medo do fim, se não o reflexo de um amor tão vasto que transcende até mesmo as fronteiras da mortalidade? Naquele instante, percebi que o amor é a única coisa que transforma o desconhecido em certeza, que faz com que cada instante valha a pena, mesmo diante do inevitável. Porque, ao seu lado, até a eternidade parece apenas um momento fugaz, uma breve pausa na dança cósmica da vida. Ela sorriu, e o sol pareceu brilhar um pouco mais forte, como se os céus também reconhecessem a beleza daquele momento. — Então vamos viver — disse ela, com uma confiança que acendeu meu coração como uma chama eterna. E ali, de mãos dadas, continuamos nossa jornada, sabendo que a vida, com todas as suas dores e incertezas, nunca poderia nos separar. Pois em cada olhar, cada toque, e cada palavra sussurrada, encontrávamos um pedaço de eternidade ao nosso lado. O amor, afinal, é o que nos mantém vivos. É o que nos faz enfrentar a morte com um sorriso e dizer: "A vida, sem você, seria o verdadeiro fim."

Ítalo do Couto Ferreira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Ítalo do Couto Ferreira

Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa a…
Continuar lendo

Eu não sei se alguma vez consegui te dizer isso da maneira certa, mas há momentos em que sinto tua falta de um jeito que me desarma... É uma saudade quieta, dessas que chegam quando tudo ao redor silencia, e então me vem essa inquietude difícil de afastar: imaginar que eu possa atravessar o resto da vida sem o teu amor. Há noites em que acredito que o tempo finalmente fez o seu trabalho, que aquilo que senti encontrou um lugar sereno no passado. Então, sem aviso, você atravessa meus pensamentos, não apenas como lembrança, mas como presença, e percebo que certas coisas não desaparecem: apenas aprendem a viver em silêncio. Há algo doloroso em saber que uma pessoa pode estar tão distante e, ainda assim, permanecer tão perto de um lugar que a razão não alcança. Eu segui, a vida seguiu, vieram outros dias, outros caminhos, outras versões de mim, e aprendi que continuar não significa necessariamente esquecer. Talvez seja isso que ainda me inquieta: existe uma parte da minha história que terminou, mas nunca encontrou um verdadeiro fim dentro de mim. Uma parte de quem eu era ficou naquele tempo, naquele sentimento, em tudo aquilo que fomos... e também em tudo aquilo que poderíamos ter sido. Talvez alguns amores sejam assim: não chegam para permanecer ao nosso lado, mas deixam em nós algo que permanece, uma espécie de ausência que o tempo não preenche porque, no fundo, nunca foi apenas a falta de alguém, mas a falta de uma vida que poderia ter existido. Não tenho medo da solidão. Tenho medo de chegar ao fim de uma vida inteira, quando já não houver futuro para me distrair nem tempo para me convencer de qualquer coisa, e descobrir que, por baixo de tudo o que vivi, ainda existia aquela mesma verdade que durante tantos anos tentei silenciar: eu teria querido viver esta vida com você.

Viver por inteiro Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir. Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode…
Continuar lendo

Viver por inteiro Às vezes, não é falta de amor, é apenas medo de amar outra vez... Medo de se entregar, baixar as defesas e descobrir que aquilo que pode nos fazer felizes também pode nos ferir. Talvez por isso algumas pessoas esperem encontrar alguém que lhes mostre que pode ser diferente, que as compreenda e as ajude a superar seus medos. Mas acredito que o amor não deveria nascer da necessidade de alguém provar alguma coisa. A pessoa certa não precisa representar um papel para ser amada; precisa apenas ter coragem de ser quem realmente é. E talvez seja justamente aí que o medo comece a perder força: quando encontramos alguém diante de quem também podemos ser nós mesmos, sem precisar esconder o que sentimos ou explicar tudo aquilo que somos. Porque amar nunca veio com garantias. É apenas o encontro de duas pessoas imperfeitas que, sendo verdadeiras uma com a outra, decidem correr o risco de sentir. No fim, coragem não é deixar de ter medo. É não permitir que o medo nos faça viver pela metade.

⁠Eu odeio o amor. Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim. Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida.
Continuar lendo

⁠Eu odeio o amor. Odeio como os seus olhos brilham e me encantam... ao mesmo tempo ofuscam a sua alma de mim. Odeio quando você diz que me ama, mas que não me quer... fazendo-me te esperar por toda a minha vida. Odeio como, mesmo de maneira inconsciente, vivo pensando em você... o que me faz sonhar acordado. Odeio que, depois de 14 anos, você tenha dito que ainda me ama... já que desperdiçou os melhores anos da minha juventude. Odeio que você esteja tatuada na minha pele... externando o que há muito está tatuado na minha mente e no meu coração. Odeio como magoo as demais mulheres... só por não poder e não querer te esquecer. Odeio quando você me liga... só pra dizer que não quer mais falar comigo. Odeio que você nunca me esqueça... mas diga que não quer ter um vínculo eterno comigo. Odeio que você tenha vindo me ver e me beijado... me deixando novamente apaixonado. Sobretudo, odeio não conseguir te odiar nem por um segundo... embora seja um misto de amor e dor, eu ainda TE AMO! ❤️💔

No dia 1º de dezembro de 2003, mesmo dia do aniversário da Academia de Polícia Militar D. João VI, concluí o Curso de Formação de Oficiais e fui declarado Aspirante a Oficial PM, trocando o espadim de Tiradentes pela minha espada, símbolo do oficialato. A espada simboliza virtud…
Continuar lendo

No dia 1º de dezembro de 2003, mesmo dia do aniversário da Academia de Polícia Militar D. João VI, concluí o Curso de Formação de Oficiais e fui declarado Aspirante a Oficial PM, trocando o espadim de Tiradentes pela minha espada, símbolo do oficialato. A espada simboliza virtude, bravura e poder. O poder que a espada representa tem um duplo aspecto: de um lado é destrutivo - podendo ser uma destruição injusta, aplicada pela maleficência - e por outro lado é construtivo e justo - podendo ser usada para estabelecer e manter a paz. Mais do que um símbolo material da autoridade do oficial militar, a espada é entregue cerimoniosamente para ser utilizada na aplicação dos mais legítimos princípios da honra e valores militares, nos quais se destacam a responsabilidade, a competência, a benevolência, o respeito e o amor à pátria. Parabéns à Turma Cel PM Francisco de Paula Araújo!!! Pela minha Honra, por Deus e pela Minha Pátria!