Frase de Régis L. Meireles
INÉPTO AMOR Não suporto mais o barulho na mente, Por querer encontrar respostas para coisas que não entendo; Mais ainda, daquelas que não me dizem nada; Das causas de amor que ardem no peito. Prefiro o silêncio ao barulho... De querer adivinhar em trocos: O que se passa ali, o que se passa cá; No coração dos outros. Falo do coração do meu grande amor! Prefiro no mudo papel deixar em segredo as minhas questões de amor; À correr o risco de julgar nas minhas insanas vontades, nas minhas interpretações que podem está erradas, nas minhas necessidades impor as realidades alheias o meu modo de sentir e pensar. O que posso fazer? Nas questões amorosas, quase nada posso mudar; Quem garante que estou com a razão? Do coração dos outros nada sei... De suas intenções, das causas de seu coração... Dos seus segredos; Nem pensar me atrevo; Sei de mim, do meu resignado coração; Então, prefiro o silêncio... E assim no meu canto emudeço. Às vezes, que quis saber, errei... Ainda que ache ser o certo, posso está errado; Se muita coisa não fizer, sou um inútil; E se nada faço, fico como um ingrato; Percebi mesmo, é que nunca se é o bastante; O amor é cego? O amor é lerdo? O amor é jogo? Nunca é do jeito que quero! Assim sendo prefiro o silêncio!
No pensador.ai desde