Frase de Benicio Targas
O amor está disponível para todos, aceito por poucos e compatível apenas com os loucos.
No pensador.ai desde
O amor está disponível para todos, aceito por poucos e compatível apenas com os loucos.
No pensador.ai desde
Mornidão. Uma das coisas que me assustam é a mornidão; a palavra em si soa estranhamente nos meus ouvidos. Começa com uma coisa simples que cresce como um vírus contaminando todos os aspectos de sua vida.
Mornidão. Uma das coisas que me assustam é a mornidão; a palavra em si soa estranhamente nos meus ouvidos. Começa com uma coisa simples que cresce como um vírus contaminando todos os aspectos de sua vida. Seu dia caminha bem e quando alguém te pergunta: “Como foi seu dia?” você responde: “normal”. Seu dia caminha mal e quando alguém diz: “Aconteceu alguma coisa?” Você responde: “Nada, estou bem”! Aos poucos nos tornamos imparciais em tudo que opinamos, pois não queremos que ninguém nos julgue precipitadamente por nossas crenças. O muro vira uma constante, tentamos descer para a direita, mas a frieza dos nossos problemas nos impede. Tentamos a esquerda, entretanto o calor da sociedade, a luta diária da sobrevivência nos repele para a zona de segurança que criamos para continuarmos no jogo sem perdas ou ganhos. Parece que nada mais é intenso quanto já foi e o óbvio domina sua mente, não nos permitimos a buscar o ápice da nossa capacidade e muito menos afundarmos no mais profundo de nossa decadência. Em cada olhar vejo uma chama que tem medo de se apagar, vejo também um medo intenso de queimar como uma luz que nunca se apaga. Todos dizem: “Viva intensamente”, mas não entende o real sentido de tais palavras. Mornidão é o abismo que te prende no limbo entre a satisfação e a insatisfação. Não tenha medo do luar, não tenha medo do solar, não tenha medo de esquentar ou esfriar. Pensar, opinar, lutar, amar, desejar e acreditar acima de tudo sem temer o morrer e o viver pleno.
Inexorável Há algum tempo não tenho inspiração. Ultimamente o frio tem sido gentil, os ventos uivam sobre mim. O outono e o inverno são meus habitats naturais. Nesta época é quando me sinto mais vivo. O frescor da manhã tem me acariciado, proporcionando novos fluídos em minhas v…
Inexorável Há algum tempo não tenho inspiração. Ultimamente o frio tem sido gentil, os ventos uivam sobre mim. O outono e o inverno são meus habitats naturais. Nesta época é quando me sinto mais vivo. O frescor da manhã tem me acariciado, proporcionando novos fluídos em minhas veias. Penso muito no que virá amanhã e não me atento a nada que construiria hoje a realidade dos meus pensamentos futuros. Do que me adianta a diferença do óbvio se me traz à tona o quanto gostaria de ser enraizado da mesmice, a felicidade na ignorância. Olho pra minha mãe e a invejo. Quanta simplicidade, apesar da vida ter sido dura em sua juventude, vejo em seus olhos uma forma nobre de enxergar a vida. Gostaria de ter herdado seus olhos. No meu coração pulsa a ambição paterna deixada como legado de realizar meus sonhos simplistas que exigem o sacrifício de muitos que amo, por uma questão de moralidade que infesta minha sanidade e cria barreiras impedindo de tomar alguma atitude. Isso eu herdei da minha querida mãe. Gosto de me agasalhar e ter que cobrir todo o meu corpo quando o sono vem à tona. Sinto palavras emergirem da escuridão violeta no meu quarto, é como se eu ainda enxergasse algo naquele vazio. Minhas pernas tremem ansiando levantarem antes do amanhecer para registrar os absurdos do meu cérebro. Minha paciência está esgotada. Sou o próprio carrasco da alma. Aprisionado em meu próprio circulo. Sobrevivendo, tentando manter a forma e a respiração no tempo certo. Nunca vi um cego gordo, isso explicaria muita coisa. Dizem que é o carma. Há muito sobre minhas costas, não acredito em misticismo, mas acho tocante e tenho apreço quando encontro outros que vivem e disseminam suas crenças. Inconscientemente sou responsável pelo veredito de três pobres almas, não basta apenas me infectar, a reação tinha que ser em cadeia? Qual é a pergunta da sua vida? Mesmo algo simples eu creio que não sou apto pra responder, minhas sílabas são ácidas. Realmente nunca vi um cego gordo, talvez alguém um dia me apresente e isso explicaria muita coisa. Eu gosto do outono, mas amo o mesmo o inverno, eu me identifico com sua frieza de atingir a todos, mesmo sem ser convidado.
Calado Paz mental. É tudo que preciso. Somos capazes de encontrá-la em qualquer lugar, mas é preciso ser rápido, pois se disfarça nas sutilezas dos ambientes. Encontrei paz em um andar vazio. Havia uma cadeira que parecia ter sido feita por encomenda. Bebericava um café amargo.…
Calado Paz mental. É tudo que preciso. Somos capazes de encontrá-la em qualquer lugar, mas é preciso ser rápido, pois se disfarça nas sutilezas dos ambientes. Encontrei paz em um andar vazio. Havia uma cadeira que parecia ter sido feita por encomenda. Bebericava um café amargo. O ar condicionado era o único barulho, e era sublime e confortava meu coração. Encontrei paz em um bar restaurante maltrapilho. Havia uma mesa de sinuca que eu acabara de jogar. A cozinha estava fechada com uma placa acima “Visite minha cozinha”. Entornava uma cerveja morna. Uma barata desfilava sobre a placa serenamente e despreocupada com o ambiente, e naquela vez ainda estava relaxado, como se todo o barulho houvesse se tornado sussurros ao vento e eu conseguia filtrar o que gostaria de ouvir e ouvia consolos fraternos à entes queridos. Encontrei paz numa mesa empoeirada de madeira. Um jornal aberto numa notícia de meu agrado. Ingeria uma sopa para aquecer meu peito. Ouvia novidades de um velho amigo, enquanto observava um quadro com velhinhos sobre uma mesa, provavelmente descrevendo suas desventuras. Não deveria registrar nada, deixe que os outros registrem. Com o passar do tempo dizem que tudo vem à tona. O ruim, talvez tenha sido o bem. O desleixo pode ser sinônimo de felicidade. Paz mental. É tudo que preciso. Cada vez que a abraço mais difícil se torna encontrá-la. Restou apenas acompanhar o passar do ponteiro do meu relógio, e talvez o silêncio reine novamente.
Chuva Observando a chuva e pensando em você. Pensando em te procurar, mas sei que se eu fizer isso irei te magoar.
Chuva Observando a chuva e pensando em você. Pensando em te procurar, mas sei que se eu fizer isso irei te magoar. E novamente enquanto você suspirar. Estarei tão longe a ponto de você me odiar. Gostaria de não ser assim... Tão rápido cansar-me de ti. Olhando a chuva e imaginando o que está sentindo. Lembrando o quanto se animava com o frescor que o vento nos proporcionava. Um lindo sorriso por cada gota que tocava nossas peles e tudo se purificava. Quem sabe um dia eu terei coragem de falar que quando a chuva me beliscar é sempre do teu rosto que irei lembrar. Gostaria de não ser assim... Tão rápido cansar-me de ti.