Frase de André Vilela
Eu te vi pela última vez E partindo dali Afundi-me no vale do silêncio No precipício sem fim Tornei-me tão infeliz Pela profundeza que deixou-me. Na profundeza deste amor É um fosso de pedras, Dejetos, plantas carnívoras De rancor e de uma ferida cega. Aqui não pode ser encontrado o amor, Neste fosso d´onde deito meu cadáver. Nada mais tenho a guardar, Além do distante de flores de cactos Tão lindas e orvalhadas Pelo ar do deserto Com o beijo mais profundo que o abismo. Pode ter medo do meu carinho Da magoa que pousa sobre meu coração Que é a sobra do meu amor. Sei que aquilo que pronuncio hoje Fere teus ouvidos como uma lança Ela, minhas palavras, podem ferir-te Porque está carregada de momentos Que não merecíamos viver, por ser carregada de instantes duros. Mas ainda consigo possuir o seu sorriso Mesmo se o que digo É como os músculos de um estivador, mas, porém, vai ao mar Colher ventos e espinhos das profundezas. Mulher, venha, da-me O dom da bondade novamente. Não roube de mim o Sonho de amá-la.
No pensador.ai desde