Frase de Risomar Sírley da Silva
'LIBERDADE' Bicicleta nas manhãs de inverno. Tarefa árdua sob o sol de tempestades. Rabisquei os pulsos na neblina sob a brisa fosca. Fôlego estreito nas estradas ensopadas. Trilho autônomo sem folhas. Rosto embebido nos zigue zagues. Pedalo/descalços provocando itinerários sem horizontes... Nos montes, respiro asas. Poderio de ventos, cheiro ludibriador nas saudades que abatem os tecidos transitórios. Permutei o adeus das razões. O amplexo das árvores mórbidas persistem. Fraquezas nos vestígios abstraíram caminhos tortuosos. Onde estão meus 'abraços Titãs'? Desisti do passado. Sou mais reflexo costurando a alma. Castiguei a fraqueza do adeus. Sem chuvas, sobreviverei na insistências das palavras opacas. Tenho o fulgor das turbulência nas veias. Pedras? Deixei-as nas veredas. Tenho a engenharia dos novos horizontes vasculares conquistados... Sou granizo arremessando dor. Tenho 'balanços' palmilhando liberdade, quebrando ventos. A escalada das novas estradas que virão, não mais serão ilusórios. Sou pássaro nos dias sedentos por emancipação. Voarei até as montanhas e avistarei a imensidão da nova liberdade que grita, essa que a vida um dia transformará em Fênix...
No pensador.ai desde