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Frase de celso_nadilo

​Nas profundezas da consciência, criamos. ​Criar objetivos claros dentro de uma realidade ambígua só acontece quando nos focalizamos: mesmo por uma fração de instante, avançamos pelo universo de maneiras distintas — pois somos o próprio universo se observando. Abrimo-nos como flores do conhecimento, uma reminiscência evolutiva no estado primordial da criação. ​Nesse relacionamento expandido com a matéria, a conexão se alastra como se não houvesse o amanhã — afinal, o amanhã ainda não foi criado em sua plenitude. No foco de um milésimo de segundo, ouve-se o amanhecer: as ideias florescem no ardor da escuridão e, diante da batalha dos sonhos vividos, abraçamos a eternidade. ​Nem mesmo o tempo, dilacerado por cada sopro de vida rara no universo, soa tão familiar quanto a guerra que travamos dentro de nossas próprias mentes. Chegar a mais um anoitecer seria mero ego da simplicidade. O egocentrismo, em seu centrismo absoluto, estabelece uma ordem mesmo na falha caótica da corrupção — um negacionismo que acende a fogueira alucinada dos nossos algozes. ​Dentro da faísca da vida, tão pequena e ainda assim impregnada de resiliência, o querer se manifesta de formas inexplicáveis e inevitáveis. O desejar dissolve a estagnação de tal modo que o tempo se torna um brinquedo diante da nossa magnitude. A ideia se espalha em pequenas partes até se tornar massiva e dominante. Como o véu de uma noiva sobre a cidade, suas réstias tornam-se mortalhas na escuridão eterna: a interrogação que fica e a solução que abraçamos diante da percepção. Dependendo do arco de luz, o tempo e o espaço se curvam à gravidade. ​O mar, sob essa mesma gravidade, se transforma pelas facetas dos astros que iluminam a noite e o dia. Calamo-nos no silêncio da noite; abraçamo-nos ao dia. Nada se revela fácil diante do microcosmo. Somos poeira que se arrastou nos rastros de um cometa — o astro errante que trouxe a vida e a sua destruição. ​Um renascentista diria que a luz capturada pelo raio vindo dos céus são os deuses, finalmente, iluminando as nossas vidas. ​Tudo parte de um destino quando não há gravidade; e o destino dita o fim diante do preceito do ego rumo ao precipício. Será mesmo o fim ou um novo começo? Pois o medo nos faz reféns de nossas próprias realizações. Nas hordas de onde emanam ares fortes, o início foi um sonho e alcançamos o ponto da glória. Percorro, então, os pensamentos e fragmentos esquecidos pelo tempo — ciente de que a mesma faísca de vida será creditada pela vitória, enquanto os ossos rangem diante do tempo implacável. ​— Por Celso Roberto Nadilo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a…
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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência? ​Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem. ​Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.

Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados
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Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados nas nuvens celestiais da solidão. ​Voz que como trovão incandesce o mármore do inferno de jade; ao longe, lágrimas de sangue escorrem mar a dentro, na profundeza sem fim. ​Criaturas fantasmas navegam nos sonhos mansos dos mortos. Tão belos olhos que mesclam o ar da planície esverdeada aos tesouros ocultos nas areias silenciosas do tempo. ​Mares bravejam as terras do norte, canais de sonhos dentro de pesadelos. Rios de fogo, clamores de um novo mundo: prólogo do próprio reflexo da entropia, envolto num pássaro que paira pelos céus buscando terras desconhecidas. ​E no sentido mais profundo, onde amantes vivem em estado divergente, o gelo finalmente derrete e forma um lago de água doce e límpida. ​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias tornam-se o algoz de um sonho. Na muralha do esquecimento, pende a interrogação sobre a linha massiva das eras. Soterrada num pesadelo, minha voz repousa em teus seios. ​Tão complexos ares do mundo... E depois deste mundo, as nuvens terão chuvas que vêm num assopro do vento? Pássaros cantando em meio à tempestade erguem-se soberanos como a fênix. ​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno; avançamos nas estepes da geleira para o ermo mais distante do mundo, para ver seres fantásticos e suas existências magnânimas e emblemáticas. ​A flor que desabrocha no espaço, entre estrelas dilaceradas que observamos, será o combustível do futuro para outras galáxias. Novos mundos dentro do universo ressoam no alvorecer de um novo iluminismo. By Celso Roberto Nadilo