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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠Asas Me ensinaram a ser chão, a ser reto, a ser horário. E eu fui — fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé, sem delírios. Nem andor passava por mim. Desaprendi de voar quando adulteci e virei funcionário da rotina. Guardei minhas asas na gaveta do esquecimento, junto de papéis amassados e promessas vencidas. Me acinzentei — mas os olhos, não. Eles cansaram de ver histórias de aluguel. Anseio por uma história que ainda não construí. Meu conto. Meu próprio folclore. Quero subir novamente, nem que seja feito um passarinho de metal, avião de lata. Cair para cima. Acredito que ainda tenho tempo. Sonhar é verbo com hélice. Ontem, me lembrei que nasci para o alto. Reabri a gaveta com dedos de menino. Achei minhas asas caladas, mas inteiras. Borrifei esperança nas penas, reacendi o desejo pelo voo na pele. E fui. Voar é desobedecer o peso. Mesmo que o vento se esqueça. Mesmo que as asas tremam. Alcançar os ares é importante — reaprender a sonhar, mesmo que o mundo diga: não.

Leonardo R. Pessoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”