Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
MUTILADOS RUBROS DE VINHO Restos mutilados na velha cor dos rubros vinhos Gramática desarticulada acompanhada de lágrimas Rasga a mortalha do peito no último arrependimento Nas brumas dos caminhos esta o gemido silencioso De um tonto místico profeta, na sua liturgia angustiante Cicatrizes abertas no trilho da memória do sítio incerto Tecerei uns sonhos irreais como feridos de batalhas perdidas Penetramos no sentido da vida seríamos menos miseráveis Nos anseios os tigres de garras que dilaceram o pior pesadelo Duvida do suor com as lágrimas salgadas pedaços de si mesmo Pobres de palavras para exprimir a mentira na dor do que É escuro, sujo sem o conforto nas horas de sofrimento na verdade Do tempo, de uma alma plantada do mundo que anda perdida Não tem norte, nem vida, sente-se já crucificada dolorida Sem sorte, sem sonho, sem destino, restos mutilados Numa gramática de batalhas, esquecidas, perdidas Escondidas no sentimento de uma alma em luto Sem nunca ser compreendida nos rubros vinhos de cor.
No pensador.ai desde