Frase de Daniella Bastos
Por vezes desejei ser como um rio. Fluído, sensato; resistente.Mas por tantas outras vezes me vi como um mangue. Sujo, lamacento; tão pesado. Pesado em meus pensamentos, por minhas preocupações e por tantas outras que me foram impostas sem pertencer-me. Encharcada pela falta de empatia que me acumula censuras, tal qual ao mangue se acumulam sejeiras. Dispensados à mim todo cuidado e atenção que, em contra partida seriam facilmente cedidos a quaisquer outro afluente. Mas assim como um mangue, cultivo e preservo a vida que há em mim, por minhas entranhas lamacentas cedo espaço à resistência e perseverança. Assim vivo; dou vida; assim tomo vidas. Assim eu cresço e pareço.
No pensador.ai desde