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Frase de Dominique Dias Santos

Raízes e Sussurros Gritarei para o mundo, não com fúria, mas com fogo. Porque existir, em mim, não é acaso. É eco. É raiz que pulsa sob a terra, folha que se recusa a cair calada. Carrego em mim a dor dos que não falam, a esperança das sementes, o sussurro dos bichos que a humanidade esqueceu. E mesmo quando duvidei de mim, a natureza ainda acreditava. O sol nascia. Os rios corriam. As folhas insistiam em nascer, como se dissessem: “Você também é parte disso tudo.” Sou consequência das estrelas, mas também das lágrimas. Sou luz, sim, mas uma luz que conhece a escuridão. Há raízes em mim que não sei nomear. Há vozes que não são minhas e ainda assim vivem no meu peito. O rio que corre carrega histórias que não ouvi. A árvore que permanece guarda silêncios mais antigos que os meus. E os animais, com seus olhos silenciosos, parecem perguntar por que esquecemos que também somos parte da vida. Talvez eu seja pequena diante de uma árvore antiga, breve diante de um oceano, impermanente diante da Terra. Elas estavam aqui antes de mim. Talvez permaneçam depois. Sou apenas um sopro, uma faísca breve num planeta em combustão. Mas essa faísca sente. Essa faísca escuta. E enquanto houver vida correndo sob a terra, enquanto houver sementes rompendo o concreto, enquanto houver um animal procurando abrigo, eu também estarei aqui. Não como dona. Como parte. Porque talvez existir seja justamente isso: deixar de olhar o mundo como algo que nos pertence e finalmente perceber que pertencemos a ele. E há coisas que o mundo sussurra antes que aprendamos a ouvir. Eu ouvi. E agora carrego suas raízes dentro de mim.

Dominique Dias Santos

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Pensador.com

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Consequências Gritarei. Gritarei porque o silêncio pesa
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Consequências Gritarei. Gritarei porque o silêncio pesa mais do que a dor. Porque há coisas que não deveriam ser vistas em silêncio, nem esquecidas com o passar dos dias. Carrego a raiva dos rios envenenados, a dor das espécies que desaparecem em silêncio, a vergonha de uma humanidade que se esqueceu de ser parte e escolheu ser dona. Sou consequência do descaso, da destruição disfarçada de progresso, do concreto engolindo o verde enquanto a humanidade se acredita divina. Minha existência é dor. Dor que aprendi a silenciar até agora. Cansei de andar leve para não incomodar. De apagar minha luz para não ferir os olhos dos conformados. Eu sou a sombra dos animais mortos sem motivo. Sou o grito das árvores caídas. Sou o sopro da Terra sufocada sob a ganância. E mesmo assim... Eu respiro. Eu resisto. E essa resistência já é revolução. Porque minha dor não será mais invisível. Minha raiva não será calada. Já tentei enterrar aquilo que sinto, mas algumas coisas criam raízes mesmo no escuro. Então deixo sangrar. Que minha dor seja ponte. Que minha raiva seja raiz. Não posso devolver aos rios o que lhes foi roubado. Não posso devolver aos animais a vida que lhes arrancaram. Não posso apagar o fogo depois que ele consome tudo. Mas posso me recusar a fingir que não vi. Posso transformar o silêncio em palavra. A palavra em grito. E o grito em memória. Talvez eu seja pequena. Talvez seja passageira. Talvez um dia ninguém se lembre do meu nome. Mas eu estive aqui. Eu vi. Eu senti. Eu não permaneci em silêncio. Minha existência pode ser breve, mas não precisa ser vazia. Porque toda escolha deixa marcas. Toda presença altera alguma coisa. Toda vida, por menor que seja, toca o mundo antes de partir. E se não posso mudar tudo aquilo que já aconteceu, não farei nada para deixar que aconteça em silêncio. Gritarei. Não porque acredito que minha voz possa salvar o mundo. Mas porque me recuso a ser mais uma testemunha que viu a destruição e escolheu calar. Minha raiva não será minha prisão. Será minha voz. E aquilo que fizer com ela será a minha consequência.

Dragão de Khaos Submersa em minha existência, como fogo que queima o gelo
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Dragão de Khaos Submersa em minha existência, como fogo que queima o gelo gelo que jura não existir, mas treme ao toque da minha dúvida. Montada num dragão de Khaos, me lanço entre sopros de medo místico, crente e descrente na mesma respiração. Sou cavaleira do impossível, criança do delírio, mulher do desejo que deseja duvidar. Não sei se existo, ou se sou o eco do que espero ver. Mas ardo. Ardo como quem ama o que teme e teme o que ama existir

Carta ao Leitor (e ao Mundo Invisível) Se você chegou até aqui, talvez também sinta que há lugares dentro de si onde nunca esteve — mas que, de alguma forma, sempre lhe pertenceram.
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Carta ao Leitor (e ao Mundo Invisível) Se você chegou até aqui, talvez também sinta que há lugares dentro de si onde nunca esteve — mas que, de alguma forma, sempre lhe pertenceram. Lugares que sussurram com a voz do vento, que sonham em línguas que você não aprendeu, mas que o seu coração reconhece como lar. Talvez você também tenha olhado para o céu e sentido que era um espelho de dentro. Que não somos apenas corpo, nome ou tempo — mas fragmentos do Todo, carregando memórias que não lembramos, e futuros que já nos habitam em silêncio. Eu não pretendendo te guiar. Eu apenas seguro tua mão por um instante no escuro, Apenas digo: "Você não está só. Nem perdido." Porque mesmo se o espelho que nos reflete cair, ele não se quebrará em dor — ele se multiplicará. Seremos milhares de espelhos menores, cada um revelando uma parte do que fomos, do que seremos, do que ainda arde, e do que já floresce. Pois somos um só ser em muitos — e muitos sendo um só suspiro no universo. Antes de ir, te deixo perguntas não para serem respondidas, mas para ecoarem em ti como constelações antigas: Quantas vidas moram em você que ainda não despertaram? Se você se permitisse lembrar… de onde você realmente veio? E se quebrar não for o fim, mas o começo de se ver inteiro, em todas as direções? Vá. Mas leve o espelho. Mesmo em cacos, ele ainda é sagrado. Com luz e sombra, Dominique, uma Existência de Caos

Primeiro Sopro Cega para a alma que suspira
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Primeiro Sopro Cega para a alma que suspira sem tentar ver, vive de olhos abertos mas sentidos fechados, confunde presença com pressa, abraço com distração. Há uma alma ali, soprando em entrelinhas, dançando no canto do olho, esperando ser sentida.