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Frase de Henrique de Paiva Resende

Resolvi fugir de casa para sempre amém. Acordei e pus a mochila nas costas. Dentro dela, uma lata de ervilhas, uma maçã e um livro. Destino? Não. Nada importa agora; nem pessoas, nem casa e nem comida. Serei anti social até o pôr do sol. Sei caminhar até o portão de casa. Depois disso, a estrada é completamente desconhecida. Na cozinha, encontrei minha mãe. - Vou fugir de casa para sempre – disse. - Quando voltar toque a campainha, meu filho. No caminho até a porta, perguntei-me qual parte do “para sempre” ela não compreendera. Passei do portão, enfim. A chuva começou. Com ela, os trovões. Com eles, meu medo. Virei-me e hesitei por exatos três segundos em apertar a campainha. Meu lado racional insistia em não fazê-lo, mas como sempre foi vencido pela emoção. Ouvi o barulho do portão sendo destravado e corri imediatamente para os braços de minha mãe. - Eu estava fugindo para a Terra do Nunca, mãe.

Henrique de Paiva Resende

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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É uma questão de tempo pra eu encontrá-la novamente. Sentir abraços, sentir carinhos, sentir coisas que não são normais ao meu ser, sentir um frio súbito na barriga. Sentir saudade até quando ela vai dormir na sala ao lado. (Eu não gosto quando ela faz isso. Cabem dois corpos num…
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É uma questão de tempo pra eu encontrá-la novamente. Sentir abraços, sentir carinhos, sentir coisas que não são normais ao meu ser, sentir um frio súbito na barriga. Sentir saudade até quando ela vai dormir na sala ao lado. (Eu não gosto quando ela faz isso. Cabem dois corpos numa cama de solteiro sim!) Ela implora para que eu agüente firme, mas algo me preocupa: Até quando? Quando é que eu vou conseguir anular toda essa necessidade dela que surge em mim a cada dia? Não, não é fácil. É como ter a melhor parte de ti em outra parte do mundo. Eu busco. Busco na noite, busco as mãos dela no escuro; busco até no claro. E encontro só o silêncio. Ela está no silêncio também. Ela está em mim. Dentro e fora.

- Você faz uma aspas no braço esquerdo, e eu faço uma no braço direito. - Ou senão nos dois braços. - Não! Eu imaginei assim: se tiver um mundo inteiro entre nós, nós sempre seremos o começo e o fim do outro. Entende?
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- Você faz uma aspas no braço esquerdo, e eu faço uma no braço direito. - Ou senão nos dois braços. - Não! Eu imaginei assim: se tiver um mundo inteiro entre nós, nós sempre seremos o começo e o fim do outro. Entende? Ad Infinitium.

Eu não vou tentar te confortar com palavras faladas. Vou te abraçar e fazer cafuné. Se isso te deixar melhor, você ganha um beijo e uma bala. E só. Mas tem que ser de noite. Quando não tiver ninguém vendo.
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Eu não vou tentar te confortar com palavras faladas. Vou te abraçar e fazer cafuné. Se isso te deixar melhor, você ganha um beijo e uma bala. E só. Mas tem que ser de noite. Quando não tiver ninguém vendo. No escuro.