Frase de Pedro Tenório
O túmulo Livros, armas, faixa na minha cova escondidos enterrados nos escobros ajuntados sobre a caixa caixa de corpos fedidos adubo do solo ao pó reduzido a carne atrás corvos, urubus, pombos cadáver gelado que assusta a todos não são assombrados, quem dera se fossem não habita neles nem um mero espírito que sobra após a morte, que resta, que fica? além de uma memória vazia? então de que adianta essa vida viver não escolhi nascer, não escolho morrer antes era o nada, voltarei ao nada a vida é um período ridículo que oscila entre dor e prazer peço à vida que me dê mais tempo para eu tentar encontrar respostas eu não preciso de um sentido eu preciso de um amigo para morrer agarrado aos seus braços sim o drama é necessário nesse teatro sou apenas um ator de um filme fraco o roteiro se cria, uma hora acaba, é finalizado assim é a obra da vida, divina comédia, eterno otário perdeu mané, esgotou o crédito já era, its over assim como a matéria no horizonte de eventos o homem se depara com a finitude da vida e é arrastado em direção à morte Não sou poeta, apenas derramo pensamentos e palavras que caem como lágrimas, mas vestem como luvas e naturalmente preenchem as linhas não preciso ser direto dou voltas e voltas aleatórias crio o meu próprio caminho solitário saltitando pelas pedras da vida.
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Pensador.com
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