Frase de Ianca Lira
À meu doce amor, Tu vieste a minha procura hoje; Encontrou-me meio perdida em pensamentos, Absorta em minhas convicções melancólicas; Senti teus olhos negros em meus olhos aflitos, Pude ouvir os gritos inocentes do meu ser a tremer, Contive-me. Aos poucos, enfiei meus olhos em ti. Observei-te como nunca havia antes; Amei cada parte de ti ocultamente. Mas tu me fixava aquele olhar; Oh, que olhar! Meus nervos se contraiam, afogados na doce sensação, Minha voz falhava enquanto dirigia vagas palavras; E tu sempre atento a mim, fazendo-me ruborizar. A boca era maravilhosamente bem torneada, Caia-lhe bem na face morena; possuía um perfeito e lindo queixo; A pele lhe conferia um aspecto mais maduro; o que muito me agradava; Os olhos tão bem desenhados, expressivamente negros; A cascata de seu negro cabelo surgia sob a face macia, Tinha cheiro de sabonete de lavanda; e eu amava aquele cheiro. Mansamente teus olhos procuravam os meus; E as tuas mãos, as minhas. Desesperadamente. Senti o amor fluir entre nós; algo completamente doce, Meu coração, bem perto do teu; amando-te, tenha certeza. Pude sentir o mesmo, tu amava-me realmente; Mergulhei no teu cheiro de lavanda, jurando não deixar-te decididamente.
No pensador.ai desde