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Frase de Vítor Hugo S. Costa

Antes de seguir com mais uma ideia, preciso que vocês entendam o que realmente estão lendo para que não aconteçam confusões. Na minha opinião a vida não tem sentido. Calma, não sou suicida, de jeito algum, o que quis de dizer é que ela já tem um cronograma a seguir: nascer-crescer-morrer. Todos estamos sujeitos à isso, então não há muito o que questionar (para os que gostam de questionar sobre o que acontece depois da morte, parem de bater a cabeça e esperem só mais um pouco!). Como o tabuleiro já estava construído quando eu nasci, ao invés de simplesmente jogar, eu decidi fazer do jogo que é a vida meu laboratório de estudos sobre o que realmente estou gastando meu tempo. Tudo o que vocês leram com o título Apenas outras ideias são resultados de minhas observações, indagações e experiências que fui adquirindo ao longo do tempo. E como os tempos mudam minhas ideias também estão sujeitas a mudanças. O meu objetivo é fazer com que o leitor perceba que viver não é um ato inconsciente, mas que tudo o que ocorre na esfera social apresentam uma razão para ser/acontecer. (V.H.S.C.) Apenas outras ideias Instinto, razão e cultura, o triangulo amoroso mais antigo que conheço. Ah, vou utilizar um pouco da minha lírica para desenvolver essa ideia, mas depois retomo de uma maneira mais cientifica. Quando a razão e a cultura estão muito íntimas, o instinto se isola sentindo-se desnecessário. Se a relação entre o instinto e a cultura é intensa, a razão se sente ofendida. E digamos que a razão e o instinto têm uma relação de amor e ódio. Se eu fosse resumir séculos de estudos sobre relações humanas, utilizaria essas três palavras. Pense no conceito de sociedade, que independente do dicionário utilizado, baseia-se nas relações humanas que têm como base a cultura de certo grupo em conjunto com a razão e o instinto dos indivíduos. E é importante salientar que tanto a razão quanto o instinto e a cultural são dinâmicas, variando assim de acordo com a história e pautando tanto a relação entre seres humanos quanto a relação homem e natureza. O homem da caverna tinha seu instinto que era responsável pela sua sobrevivência, apresentava uma cultura que depreendia o modo de como se comportavam, e a razão da qual ajudava na percepção de mudanças no meio, no uso do natural para facilitar a caça, entre outras coisas. Se formos analisar as civilizações, os impérios, ou as potencias econômicas de hoje, notaremos que cada qual se difere nessas três palavras. Se as pessoas entendessem isso, teríamos menos preconceito e mais compreensão sobre o convívio social. Ao longo da história sempre tivemos expansão de povos sobre outros povos, concomitantemente a tentativa de subjugar a cultura, a razão e o instinto dos outros, como por exemplo, a ideia novo mundo para as Américas, eurocentrismo, ou até mesmo a escravidão. Ideais que foram perfeitamente aceitos em suas épocas, mas contemporaneamente podem acarretar espanto. Este texto é apenas uma reflexão para gerar outra e assim por diante como um efeito dominó, mas se precisarem de uma conclusão, pensem! Se o homem pode realmente alcançar algum equilíbrio interno (eu), ou externo (ele, ou ambiente), por que não começar por essas três ideias que nos acompanharam tanto tempo, até mesmo antes de se tornarem palavras?

Vítor Hugo S. Costa

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Pensador.com

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De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas
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De novo, poemas O ser volta a escrever, A usar palavras como escravas Enquanto lá fora, chuvas binarias Traduzem a tristeza das águas. Ah, como é reconfortante Voltar a ser amante Da donzela que exilei Por não entender o quanto a amei. Em meio a água e números, Entre mulheres que criei, Entre a solidão que optei, E poemas absurdos, Poesia, musa minha Peço para usar o seu corpo Mais uma vez. (V.H.S.C.)

Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas
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Apenas sonhando Descanso a cabeça sobre o travesseiro As pupilas já fatigadas tornam-se pesadas A moleza toma conta do corpo E finalmente fecho os olhos. Repentinamente imagens aparecem Em meio a escuridão Rostos, ações, sorrisos, amigos, paixões Assombram ao mesmo tempo em que confortam Alguém que transformou tudo em passado. São memórias? Pequenas lembranças? Realmente não sei dizer, Só sei que tudo parece tão doce Até mesmo aquilo que deveria ser ruim Devo sentir saudade? Ou remorso? Orgulho? Ou vergonha? Então aparece o carrossel Meu momento de epifania Onde traço sonhos dentro de um sonho Não há sentido, nem o real, nem o tempo Não há inícios e nem fins É um carrossel de momentos.

Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza
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Enfermo mundo O sol escondido entre as nuvens Demonstra a nostalgia da natureza Pequenas pinceladas, fuligens Sobre um céu negro, beleza. O ar gélido toca a face Dos leitores dessa grande anedota, Construtores de prédios como disfarce Para amenizar o sofrimento do planteta. De lúpus sofre o corpo O homem, patogênica célula Destrói a natureza com tanta sutileza E esquece o quanto depende dela. (V.H.S.C.)

Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela invento…
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Apenas outras ideias O ser humano em sociedade tem uma característica peculiar, ele consegue criar diferentes situações (produtos, sistema econômico, tecnologia, entre outro), e por algum motivo, uma vez criadas, a própria sociedade empresta as qualidades daquilo que ela inventou. Essa estranha mimética acompanha o homem desde sua origem, o que me leva a pensar, “o ser humano não conhece integralmente aquilo que descobre, inventa e produz, a ponto de no final das contas sofrer grandes mudanças sociais devido às características daquilo que criaram.” Se você leu até aqui e realmente entendeu essa ideia - que muitos considerarão absurda- observará que os exemplos a seguir conferem de certa obviedade, então os leia como complemento apenas. O dinheiro, moeda de troca, ou como quiser chamá-lo, é um dos exemplos mais atuais. Você já parou para pensar em como o dinheiro foi tomando forma na sociedade, até chegar à concepção que temos hoje? Ele começou tão tímido, praticamente qualquer coisa era moeda de troca, não havia padrão e o acúmulo era incipiente. E não fazia muita diferença se o homem poderia, ou não trocar algo, não era realmente essencial. Surgiram as primeiras moedinhas, talhos tão simples de metais encontrados na natureza, mas que significavam um valor. E perceba que nesse momento o homem restringiu o poder de compra, passando de um universo maior de coisas para simples representações, tornando mais simples o acúmulo de simples moedas. Mas o ser humano é seletivo e passou a dar valores aos metais que eram a matéria prima de suas moedas, e assim surgiram moedas de valores diferentes (será que a moeda de cinco centavos é do mesmo material da de um real?). E o dinheiro foi tomando forma, no entanto, surgiu um obstáculo que não permitia o acúmulo (era pecado). Entenda uma coisa, tudo aquilo que o homem cria, ele pode alterar e/ou destruir, e quando duas criações se chocam por terem ideais diferentes, ou coisas do gênero, o ser humano pode simplesmente alterá-las, assim acumular dinheiro deixou de ser pecado e tornou-se sinônimo de prosperidade. A parti desse ponto fez-se de tudo para conseguir metais preciosos, ou dinheiro, a parte obscura da história do capital onde haverá mortes das mais diferentes civilizações. E o dinheiro passou a ser indispensável, e o homem tornou-se dependente dele. Nossa criação nos controla, e isso assusta. A seguir vem uma serie de fatos que desembocarão na modernidade, na qual ganhamos o adjetivo líquido (aqui tem muitos pensadores do século XX e XXI) primeiramente direcionado ao nosso dinheiro. O ser humano, por vezes, não cria simples objetos, ele cria um universo inteiro de possibilidades do qual é impossível a compreensão do todo. Se você duvida disso, ligue o computador e acesse a internet, diferente da ideia de partículas em expansão que é o universo, ela é um condensado de bytes em expansão. Não condeno as invenções que cercam o nosso dia-a-dia, mas a maneira de como muitos se deixam influenciar por elas. “É pai acho que só no início eles sabiam o que faziam. Perdoe-nos é agora que eles não sabem o que fazem”. (V.H.S.C.)