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Frase de Kleisson Cambuí

DECIDIR Já me vi no chão sem saber pra onde olhar Com o peito em guerra e o mundo a desabar Mas aprendi que a dor não é prisão É só estrada pra uma nova direção Tem dia que o céu escurece sem razão E a dúvida vem forte, feito furacão Mas toda lágrima que já deixei cair Me ensinou a arte de seguir Entre ficar ou partir Entre calar ou reagir Descobri que o que me move É ter coragem de decidir Porque rir ou chorar sou eu quem escolho A cada queda, eu limpo o olho E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal A vida exige um passo, mesmo sem final Porque lutar ou desistir só depende de mim E mesmo com medo, eu digo sim O mais difícil não é sofrer ou insistir É não se perder por medo de decidir Já me culpei por não ser o esperado Por não caber num molde limitado Mas hoje abraço a minha contradição Sou tempestade, calma e coração E quando tudo em mim parece desandar Eu lembro que viver é caminhar Sem certeza, sem controle, sem aviso Mas com a fé de quem já viu um novo riso Entre fugir ou construir Entre romper ou prosseguir É no incerto que eu me encontro E é no “sim” que volto a me abrir Porque rir ou chorar sou eu quem escolho A cada queda, eu limpo o olho E vou, mesmo sem mapa, mesmo sem sinal A vida exige um passo, mesmo sem final Porque lutar ou desistir só depende de mim E mesmo com medo, eu digo sim O mais difícil não é sofrer ou insistir É se anular por medo de decidir E se eu errar, ao menos foi tentando E se eu cair, foi porque fui andando Não sou de ferro, mas também não sou refém Quem escolhe o passo sabe pra onde vem Rir ou chorar… amar ou fugir Tudo é escolha, tudo é por vir E o mais bonito que aprendi da vida É que viver… é decidir

Kleisson Cambuí

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Kleisson Cambuí

ONDE A VIDA MORA Não preciso de palco, nem multidão, Me basta um café pra aquecer a mão.
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ONDE A VIDA MORA Não preciso de palco, nem multidão, Me basta um café pra aquecer a mão. A brisa da tarde trazendo canção, E o tempo correndo sem obrigação. É no simples que o mundo floresce, É no leve que a alma acontece. São pequenos momentos que fazem viver, O abraço que chega sem nada dizer. A paz não se esconde no grande jamais, Ela mora no agora, no silêncio, na paz. Um pôr do sol lento, pintando o quintal, Teu riso que cabe no meu ritual. Não quero promessas que o vento desfaz, Só tua presença que sempre me traz. É no encontro que a vida se entende, É no colo que o peito se rende. São pequenos momentos que fazem viver, O abraço que chega sem nada dizer. A paz não se esconde no grande jamais, Ela mora no agora, no silêncio, na paz. Que seja simples, que seja inteiro, Que o instante dure o mundo inteiro. Que a vida seja um sopro gentil, Um amor constante, um porto sutil. São pequenos momentos que fazem viver, O abraço que chega sem nada dizer. A paz não se esconde no grande jamais, Ela mora no agora, no silêncio, na paz.

NADA PERMANECE Nada permanece, tudo vai mudar A vida é um rio, não para de passar
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NADA PERMANECE Nada permanece, tudo vai mudar A vida é um rio, não para de passar O tempo nos leva, nos faz renascer E o que nos resta é só viver Sentir o agora, deixar acontecer Que cada instante me ensine a ser O que importa é agora O que importa é sentir Deixar que a vida entre E me ensine a existir Sem medo de ir embora E sem deixar de sorrir Não é o que guardamos, nem o que ficou Mas o quanto amamos, o quanto se entregou Cada riso, cada lágrima que nos tocou Fez de nós quem somos hoje, e mudou Sentir o agora, deixar acontecer Que cada instante me ensine a ser O que importa é agora O que importa é sentir Deixar que a vida entre E me ensine a existir Sem medo de ir embora E sem deixar de sorrir O vento leva, o mar devolve O tempo cura, a vida envolve E no silêncio eu posso ouvir Que nada fica, mas tudo é aqui O que importa é viver o instante Beber da vida até o fim Deixar que o tempo leve tudo E que tudo viva dentro de mim

VOLTA MEU FILHO (Inspirada em Lucas 15:11-32) Um pai tinha dois filhos, casa cheia de amor
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VOLTA MEU FILHO (Inspirada em Lucas 15:11-32) Um pai tinha dois filhos, casa cheia de amor Mas o mais novo cansou, pediu a parte que restou “Me dá minha herança, vou viver do meu jeito” E partiu sem olhar pra trás, com o coração desfeito Longe de casa, gastou tudo em prazer Viu a alma vazia, começou a entender A fome chegou, e ninguém estendeu a mão Num chiqueiro ele pensou: “Preciso voltar então…” “Pequei contra o céu, pequei contra o meu pai Não sou mais digno, mas talvez ele me aceite lá…” Mas o pai correu ao ver o filho voltar Abraçou, beijou, mandou festa preparar “Esse meu filho estava morto e reviveu Tava perdido, mas agora se encontrou, é meu” E o irmão mais velho ouviu a música soar Ficou com ciúmes, se negou a festejar Mas o pai saiu e disse: “Tudo o que tenho é teu Mas esse teu irmão voltou, e o coração do céu gemeu…” Tem festa no céu quando um filho se arrepende O amor do Pai é ponte, não depende do que a gente entende Não importa a lama, o erro, nem a ilusão Quem volta com verdade, ganha veste e perdão Porque o Pai sempre espera, mesmo em silêncio Com os braços abertos, no alto do tempo O amor não calcula, não joga na cara, não mede o chão Ele apenas te chama… pra voltar pro coração

VELHOS TEMPOS Eu venho de um tempo esquecido De calçada e conversa demorada
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VELHOS TEMPOS Eu venho de um tempo esquecido De calçada e conversa demorada Onde a lua brilhava mais forte E a infância era nossa estrada Lá, domingo tinha cheiro de café E a vó bordava histórias com a mão O mundo cabia num quintal pequeno E o amor nascia no portão Era permitido viver devagar Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar O tempo se sentava ao nosso lado E a vida era um poema cantado Era permitido sonhar no olhar Deitar nas estrelas sem precisar voar Tudo era tão simples, tão inteiro Naquele tempo verdadeiro Eu venho de um tempo sereno De mãos dadas, segredo e luar Onde a rua era o nosso recreio E brincar era só começar A mãe gritava da janela: “Já tá na hora de descansar!” E a gente dormia em paz com o mundo Com mil histórias pra sonhar Era permitido viver devagar Abraçar sem pressa, sorrir sem pesar O tempo se sentava ao nosso lado E a vida era um poema cantado Era permitido sonhar no olhar Deitar nas estrelas sem precisar voar Tudo era tão simples, tão inteiro Naquele tempo verdadeiro Se eu pudesse voltar um segundo Tocaria de novo aquele chão Porque mesmo distante no tempo Carrego esse lugar no coração Era permitido viver devagar E eu só queria poder relembrar Com uma seresta e um violão antigo O tempo onde eu fui mais amigo