Frase de Graça Graúna
Dores d’África Eh, meu pai! Em vez de prantos é melhor que cantemos. Eh, meu pai! É melhor que cantemos a dor contínua a solidária luta de poetas-bantos contra a tirania
No pensador.ai desde
Dores d’África Eh, meu pai! Em vez de prantos é melhor que cantemos. Eh, meu pai! É melhor que cantemos a dor contínua a solidária luta de poetas-bantos contra a tirania
No pensador.ai desde
Saúdo as minhas irmãs de suor papel e tinta fiandeiras
Saúdo as minhas irmãs de suor papel e tinta fiandeiras guardiãs, ao tecer o embalo da rede rubra ou lilás no mar da palavra escrita voraz. Saúdo as minhas irmãs de suor papel e tinta fiandeiras tecelãs retratos do que sonhamos retratos do que plantamos no tempo em que nossa voz era só silêncio.
Comei e bebei! estas palavras são meu corpo nem alegre, nem triste
Comei e bebei! estas palavras são meu corpo nem alegre, nem triste só um corpo Comei e bebei! Nestas palavras minh'alma talvez a mais próxima de um revoar de sonhos Mas se este ofertório te parece pouco, ide ao verso-reverso onde o nosso sudário continua exposto
toda lua é engano todo anjo é cruel no abismo de eternidade
toda lua é engano todo anjo é cruel no abismo de eternidade e ânsia do corpoema
Resistência Ouvi do meu pai que a minha avó benzia e o meu avô dançava
Resistência Ouvi do meu pai que a minha avó benzia e o meu avô dançava o bambelô na praia, e batia palmas com as mãos encovadas ao coco improvisado, ritmando as paixões na alma da gente. Ouvi do meu pai que o meu avô cantava as noites de lua, e contava histórias de alegrar a gente e as três Marias. Meu avô contava: a nossa África será sempre uma menina. Meu pai dizia: ô lapa de caboclo é esse Brasil, menino! E coro entoava: _ dançamos a dor tecemos o encanto de índios e negros da nossa gente