Frase de Mario Quintana
Da vez primeira em que me assassinaram, Perdi um jeito de sorrir que eu tinha. Depois, a cada vez que me mataram, Foram levando qualquer coisa minha... E hoje, dos meu cadáveres, eu sou O mais desnudo, o que não tem mais nada... Arde um toco de vela, amarelada... Como o único bem que me ficou! Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada! Ah! desta mão, avaramente adunca, Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada! Aves da Noite! Asas do Horror! Voejai! Que a luz, trêmula e triste como um ai, A luz do morto não se apaga nunca!
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Antologia poética. Rio de Janeiro: Objetiva, 2015. | Nota de autoria: Nota: Poema Da vez primeira em que me assassinaram.
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